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Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023

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Um conto de Natal

Decorria o ano de 1990. Adriano Sousa da Silva sonhava abrir o seu próprio negócio, sendo que esse já existia e só precisava de tempo para mudar de mãos.
Adriano Silva e Isabel Macedo namoravam há já algum tempo mas enquanto solteiros não podiam sequer sonhar em ficar com o negócio da Dª. Nené – ou seja, a radiosa loja do ramo alimentar da saudosa Srª. Dª. Ana dos Prazeres Moreira Magalhães Reis.
Por sua vez, Dª. Nené, só aceitava “passar” o seu negócio ao sr. Adriano e à menina Isabel se ambos casassem.
Não querendo perder o negócio e muito menos a namorada que Adriano queria para esposa, e vice-versa, Isabel e Adriano casaram no dia 8 de Dezembro de 1990.
Por via desse desejado enlace, que Dª. Nené apenas só ajudou a antecipar, Adriano Silva e Isabel Macedo não só realizaram o pretendido pela Dª. Nené, como, acima de tudo, acabaram por concretizar mais cedo o seu próprio desejo de união matrimonial, abrindo-se assim todas as portas para conseguirem obter o negócio que tanto ansiavam e que até hoje perdura.
E que perdura, florescendo e crescendo sustentadamente, e desde hoje – 8 de Dezembro de 2022, – num espaço com história, mais amplo, mais moderno, mais agradável, mais romântico e mais aprazível.
Com efeito, depois de casados, Adriano Silva e Isabel Macedo tomaram posse do negócio que era da Dª. Nené, e no dia 28 de Dezembro de 1990, vinte dias depois de casados, dão à luz o seu “Mercadinho Adriano”, uma marca que sempre em crescendo, resiste e persiste, chegando finalmente ao muito desejado dia 8 do mês de Dezembro de 2022, o dia da abertura da Casa Nova, mas, também, o dia, o mês e o ano do trigésimo segundo aniversário do casamento do casal, do Mercado Alimentar de ambos e do também igual número de aniversário da cidade de Felgueiras.
Tendo sido este escriba, mais o Manuel Fernando Fernandes e o Henrique Moreira, quem, enquanto membros da Comissão de Credores e em nome dos últimos trabalhadores da Fábrica da Bouça, intermediaram o negócio no sentido de vender o espaço das antigas instalações fabris ao sr. Adriano Silva e à sua esposa srª. Isabel Macedo, é com imensa alegria, que, hoje, catorze anos depois do seu encerramento e sete do acto da venda/compra, vemos agigantar-se, resplandecendo, agora e para o futuro num espaço mais confortável, um negócio que honra Felgueiras, assim como os dois ilustres Felgueirenses, que com muito trabalho, imensa luta e grandiosa resiliência tão bem o abraçaram, sem jamais deixarem de escorar o seu normal processo de crescimento, em qualidade e em valor.
Para durar, pelo menos até aos cem anos – 2090 – ou a partir desta data, pelo menos por mais cem anos – até 2122, – é esta a crença deste modesto escriba, sendo também esse o desejo profundo da comunidade felgueirense, onde por certo, com muita alegria e a rebentarem de vaidade, se incluem os últimos “moicanos” da saudosa Fábrica da Bouça, derradeiros obreiros de uma grande indústria – a têxtil – que durante mais de cem anos a milhares de felgueirenses deu emprego e às suas famílias – muitos outros milhares – a quem durante os mesmos anos também ajudou a sustentar.

José Quintela

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