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O xadrez da economia portuguesa

No complexo tabuleiro da nossa economia, vemos um governo que move peças sem uma estratégia clara, deixando-nos num estado de incerteza. A necessidade urgente de abordar questões económicas e empresariais para atrair investimento tem sido negligenciada, tornando-nos vulneráveis economicamente.
No cenário atual, o governo destaca a importância de manter as ‘contas certas’ das finanças públicas, mas, na realidade, essas contas baseiam-se na instabilidade da inflação e no aumento de impostos, sendo mais um orçamento paliativo de que uma reestruturação sólida.
A atenção pública foi habilmente desviada para o aumento do IUC sobre veículos mais antigos, um tema que é apenas uma das muitas peças no quebra-cabeça da nossa economia.
O investimento na economia permanece estagnado, com perspetivas desanimadoras. As exportações continuam a afetar a economia de forma negativa, com uma tendência descendente que começou durante a pandemia COVID-19. A desigualdade na oferta e procura por empregos é agravada pelas mudanças demográficas, enquanto a produtividade cresce a um ritmo modesto de apenas 1,2%.
Tudo isso acontece num momento em que recebemos volumes recordes de fundos, mas a transformação e o crescimento económico continuam a demonstrar a incompetência clara dos orquestrastes da desarmonia.
O orçamento atual revela uma lamentável falta de ambição e uma desconexão entre as diretrizes governamentais. Este governo está mais empenhado em angariar eleitores do que em enfrentar as questões fundamentais que afligem os portugueses. As tão necessárias reformas em áreas críticas como a saúde, educação e justiça, permanecem inatingíveis, deixando-nos numa situação de estagnação. A ausência de medidas reformistas capazes de catalisar o crescimento económico e atrair investimentos substanciais é motivo de séria apreensão. As empresas enfrentam uma carga tributária onerosa, repleta de complexidades e imprevisibilidades, que mina a produtividade e prejudica a nossa capacidade de competir nos mercados globais
Neste complexo tabuleiro, as nossas peças parecem estar desalinhadas, à espera de uma estratégia sólida. Torna-se imperativo a adoção de reformas profundas e eficazes, aliadas a uma governação eficiente, com o objetivo de encarar os desafios com determinação. Caso contrário, permaneceremos num constante estado de vulnerabilidade, enquanto o panorama económico se desfaz diante de nossos olhos.

Bruno Fonseca Lobo

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