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InícioOpiniãoA Nova Ordem Eleitoral?

A Nova Ordem Eleitoral?

Após uma análise à presente campanha eleitoral para as Presidenciais de 2021 podemos concluir que estamos a assistir a uma “Trumpização” do modo de fazer campanha em Portugal, ou seja, torna-se percetível que o modelo de realização de campanha em Portugal sofreu uma alteração profunda neste último ano.

Reparamos que a presente, tal como muito provavelmente as futuras campanhas, foram influenciadas pela degradação do nível do debate político, assim, assistimos a uma campanha repleta de insultos pessoais entre os candidatos, a uma tentativa de categorização excessiva do posicionamento do candidato à direita ou esquerda, ignorando a discussão sobre quais os desafios que o país enfrentará nos próximos anos, assistindo a um discurso cada vez mais populista, à substituição de um debate real sobre os poderes Presidenciais por um debate mais apropriado a eleições legislativas, à crescente influência das redes sociais e toda a agressividade que lhe esta associada. Em suma, à transformação do debate político num mero espectáculo televisivo.

Posto isto, podemos aferir que praticamente nenhum dos candidatos discursou sobre as decisões que poderá realmente tomar enquanto Presidente da República, optando antes por um discurso de promessas eleitorais quanto a poderes que constitucionalmente estão apenas reservados ao Governo e à Assembleia da República, denotando que assumem uma clara estratégia populista para estas eleições, sem qualquer compromisso com a verdade, mas preocupados em chamar a atenção das televisões e das redes sociais, que substituíram os métodos tradicionais de captação do voto popular.

Dado o relatado, o repto que lanço aos eleitores é que não se abstenham de exercer o seu direito de voto no próximo Domingo e, bem assim, não assumam qualquer candidato como antecipado vencedor, uma vez que foi precisamente este tipo pensamento que influenciou resultados como o Brexit em 2016. Admitindo que no actual contexto de pandemia que atravessamos o voto constitui um direito, senão um “dever cívico”, torna-se manifestamente imprescindível o seu exercício, sob pena de serem aqueles que classificamos como extremistas quem decidirá o futuro do nosso país. Além disso, atendendo às circunstâncias actuais, e as penosas dificuldades económicas com que certamente nos iremos deparar em breve, o exercício do direito de voto reflectir-se-á, mais do que nunca, no quotidiano de cada um de nos e da nossa comunidade.

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