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Ilumina-me

Neste sábado, que foi diferente, gostando deles quando apagam um fogo, quando prestam um socorro, ou simplesmente quando no quartel não deixam de estar em alerta, aguardando e sabendo que irão chegar sempre mais sinais de “doença súbita“, “incêndio florestal“, ou outro trabalho para ser conduzido para e dos hospitais para um domicílio qualquer, foi reconfortante ver tanta gente solidária na casa dos “nossos” Bombeiros.

No dia em que os Bombeiros Voluntários de Felgueiras celebraram cem anos de existência, escrevi um texto no Semanário de Felgueiras intitulado “Frondosa Árvore de Solidariedade“, o qual se encontra agora no meu mais recente livro de prosa “Sempre à Sexta“, editado e lançado este ano na cidade de Felgueiras. Um texto, por certo, que valerá a pena reler.

Nesta data, em que os mesmos Bombeiros registam e celebram o seu 125º. Aniversário, importará assinalar, antes de mais, o seguinte:

Depois dos cem anos já passaram mais vinte e cinco, e se já antes as dificuldades eram  muitas, imensas são as que permanecem, sendo que algumas delas nunca deixaram de estar em crescendo.

Escamoteadas pelos diversos números do excelente programa festivo em curso, as dificuldades presentes não desapareceram nem diminuíram, razão pela qual permanecer sempre válida a velha máxima de que “é preciso continuar a ajudar quem quotidianamente tanto nos ajuda“!

Por isso é que, neste sábado, 18 de Novembrofoi tão importante  ter entre nós Pedro Abrunhosa, a sua Banda e o seu Concerto.

Militante clássico do formato musical onde a música grita mais alto que as suas letras, mas que estas jamais deixam de dizer algo menos importante do que a sua música, saudemos ambas pelo valor que representam e pelas mensagens magníficas que, com muito saber e com muita força, Pedro Abrunhosa tanto transporta e transfere para todos nós, fazendo-nos caminheiros de jornada de uma luta constante contra a guerra, reclamando permanentemente PAZ, por ser de paz o que o mundo e todos nós agora mais precisamos.

E sobretudo, porque quem pode construir a paz ainda não o quis fazer, continuando com as suas absurdas guerras sem conseguir ouvir o clamor dos países de dos povos que tanto reclamam por PAZ.

PazPaz e Paz, é uma palavra muito forte que de uma forma persistente deve continuar a ser gritada, quer se trate da guerra na Ucrânia, quer no Médio Oriente e no que respeita aos excessos de Israel na Faixa de Gaza, quer ainda no Sudão, ou em quaisquer outros pontos do mundo onde também permanecem ou se começam a desenvolver.

Neste tempo em que o mundo se encontra atolado em tecnologias mentirosas e baratas e em que os jovens e outros mais crescidos mais não sabem fazer do que terem como suporte para sua educação, formação e distracção as Redes Sociais, foi muito reconfortante receber em Felgueiras Pedro Abrunhosa, permitindo-nos a todos e durante muito tempo, manter-nos ligados aos telemóveis, não para os usar como instrumentos de distracção ou mera aberração disfuncional, mas tão só, como uma ferramenta fundamental para acompanhar o espectáculo que estava a acontecer, gravando e iluminando o mesmo sem jamais deixarem de gritar: PAZPAZPAZ!

Invariavelmente, todos os anos, no final das Festas do Mar, assisto aos concertos que Pedro Abrunhosa proporciona na Baia de Cascais, julgando sempre que esses concertos são únicos e irrepetíveis.

Porém, tal como ele em certo momento deste concerto desabafou, também eu senti uma emoção diferente e mais comovente ao ouvi-lo a cantar em Felgueiras, e não obstante alguma fragilidade na sua voz e nos seus movimentos, a verdade é que foi diferente, sobretudo por, num sábado muito especial para todos nós e para os nossos Bombeiros, nos ter iluminado com a sua presença e a da sua Banda, cantando e interpretando todos os textos do seu vasto reportório maravilhosamente, deliciando-nos numa noite de diversos encantos permanentes, e ademais, aquando da interpretação de um dos seus  temas mais favoritos: – “Enquanto não há amanhã, Ilumina-me, Ilumina-me, Ilumina-me“!

Foi Bonito!

Que nos continue a encantar e a iluminar com a sua arte, é um pouco do que ainda não foi feito, e o que, por muito mais tempo, queremos continuar a fruir e a fazer.

José Quintela

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