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Como (Inter)Romper Ciclos de Violência foi o debate no Seminário das Unidas

Realizou-se no mês passado, no Auditório do Instituto Empresarial do Tâmega (IET), em Amarante, o II Seminário da Unidas – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa, uma rede constituída por 11 estruturas de atendimento a vítimas de violência doméstica e que é coordenada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa. Subordinado ao tema “Como (inter)romper ciclos de violência”, em debate esteve este fenómeno social e a reprodução e repercussão que o mesmo tem na sociedade em geral, mas sobretudo nas crianças e jovens.

O Presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar, que presidiu à sessão de abertura do seminário, sublinhou a importância da realização deste género de iniciativas, ao considerar que “precisamos de abordar os temas, capacitar os técnicos, alertar as entidades que possam ter uma evolução favorável no sentido de dar confiança à vítima, de que esta pode acreditar no sistema”.

Manuel Albano, Vice-Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), organismo da administração pública que tem como missão garantir a execução das políticas públicas no âmbito da cidadania e da promoção e defesa da igualdade de género, classificou a violência doméstica como “a verdadeira pandemia do século XXI”, cujos números é necessário desmitificar: “hoje em dia, temos 95% do território nacional continental coberto com respostas de apoio às vítimas de violência doméstica, o que demonstra o aumento dos números. Mas não temos muito mais vítimas. Temos é mais vítimas que desocultam aquilo que sofrem, porque, efetivamente, sentem segurança”.

Segundo nota de imprensa da CIM enviada à redação do SF, “as 11 estruturas de atendimento, uma por cada município da região do Douro, Tâmega e Sousa, que estão em funcionamento deste abril do ano passado, prestam um serviço especializado, confidencial e gratuito a vítimas de violência doméstica, assegurando-lhes apoio social, psicológico e jurídico. Além destes apoios, estas estruturas disponibilizam também, desde fevereiro deste ano, uma resposta especializada de apoio psicológico para crianças e jovens vítimas de violência, um mecanismo que é também um importante contributo na interrupção dos ciclos de violência”.

De abril de 2021 a setembro de 2022, foram 1079 as vítimas acompanhadas pela Unidas, 95 delas crianças e jovens. No mesmo período, a Unidas realizou um total de 6693 atendimentos a vítimas de violência doméstica, dos quais 582 foram crianças e jovens.

Além deste apoio às vítimas, a Unidas faz ainda a articulação com as restantes estruturas e respostas da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, tendo em vista uma maior proximidade e eficácia da intervenção.

Na sua intervenção no seminário, Telmo Pinto, o Primeiro-Secretário da CIM do Tâmega e Sousa, destacou o pioneirismo do trabalho em rede desenvolvido pela Unidas, que foi a primeira rede intermunicipal a ser constituída no nosso país, bem como a confiança que esta tem gerado junto das vítimas que apoia: “unidos conseguimos responder melhor às oportunidades e debilidades do nosso território. Por isso, é neste trabalho em rede que podemos ser mais competentes na nossa ação. O aumento dos números é o resultado de um trabalho de proximidade, competente e de confiança que a nossa rede tem construído”.

Tendo como foco uma reflexão alargada sobre os ciclos de violência doméstica, no seminário, que reuniu mais de uma dezena de especialistas académicos e institucionais ligados à temática, foram abordados mecanismos que poderão contribuir para quebrar a intergeracionalidade da violência e apresentados exemplos de boas práticas e projetos que podem contribuir para o bem-estar das crianças e dos jovens. 

O II Seminário da Unidas – Rede Intermunicipal de Apoio à Vítima do Douro, Tâmega e Sousa foi promovido pela CIM do Tâmega e Sousa, em articulação com o Município de Amarante, cofinanciado pelo POISE – Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Portugal 2020 e União Europeia, através do FSE – Fundo Social Europeu.

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