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Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023

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Fisioterapia também veste “Rosa”

O movimento internacionalmente conhecido como Outubro Rosa, remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o cancro da mama.
Assim, visa-se alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do cancro da mama.
Devido à estreita relação terapêutica que se estabelece entre os utentes e o fisioterapeuta, a fisioterapia em geral pode ter uma importante função na literacia em saúde, sensibilizando para hábitos de vida saudáveis e alertando para fatores de risco para a saúde e sinais de alerta patológicos.
A fisioterapia na patologia oncológica e particularmente, no cancro da mama, pode ajudar a minimizar as complicações que poderão surgir do processo terapêutico (diminuição de força muscular e/ou mobilidade; dificuldades funcionais; presença de edema; alterações da sensibilidade; dificuldade na cicatrização, presença de aderências ou fibroses nos tecidos adjacentes, dor aguda ou crónica, etc…) e assim, ajudar a melhorar a qualidade de vida destes utentes.


Sendo o fisioterapeuta, um especialista na normalização do movimento e da funcionalidade, este aposta no exercício terapêutico de uma forma individualizada.
O exercício aumenta as defesas imunitárias ao longo da vida. Após um cancro, o exercício físico também ajuda a melhorar a condição física e mental, proporcionando bem-estar e melhorando o humor e aumentando a capacidade física de combate ao cancro, contudo, deve ser orientado corretamente nas várias fases dos tratamentos oncológicos. Por exemplo, não se deve realizar exercício físico vigoroso, enquanto estiver a fazer quimioterapia. A atrofia muscular e o cansaço generalizado, terá de se restabelecer progressivamente e começar lentamente a fazer os exercícios apropriados à sua capacidade física.
A Fisioterapia acrescenta ainda os benefícios do controlo da dor; manter ou restaurar as amplitudes articulares de movimento e prevenir contraturas; manter ou aumentar a força muscular e prevenir atrofias; melhorar o equilíbrio, a coordenação e a resistência; promovendo o exercício físico adequado, reeducando a função respiratória; promovendo uma adequada cicatrização, prevenindo o desenvolvimento de aderências pós-cirúrgicas; etc.
A fisioterapia em condições oncológicas, além das abordagens individuais pode proporcionar tratamentos em grupo, facilitando a partilha de experiências e o mútuo encorajamento durante os exercícios e ajudando as pessoas que enfrentam uma situação oncológica, em qualquer fase da doença, a superarem as adversidades com que se deparam.

Catarina Assis / Ana Silva

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