Segunda-feira, Outubro 3, 2022

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Opinião dos jornalistas: O maior risco não será quem nos governa?

OPINIÃO DOS JORNALISTAS: Uma das funções do jornalismo é informar mas também denunciar quando é preciso.

Pedro Alves, Filipa Ferreira

Felgueiras passou esta tarde a risco elevado, mas o maior risco não será quem nos governa?

No último verão, registaram-se menos medidas em relação a este ano. O Governo sempre afirmou que com a chegada da vacina aliviaria as medidas restritivas o que fazia crer que em 2021, a normalidade seria mais ou menos retomada. Aconteceu o inverso. Porquê?

Ao contrário de outros países na Europa, Portugal tem reforçado ainda mais as medidas restritivas. A Constituição garante aos cidadãos direitos, liberdades e garantias que só podem ser restringidos (mas nunca eliminados!) por um curto período de tempo (15 dias).

A partir de amanhã em Felgueiras passa a vigorar o recolher obrigatório, medida decidida pelo Governo Socialista que constitui uma inequívoca violação à Constituição da República Portuguesa. Não há “quadro legal” que sustente esta “absurda” medida que nos faz lembrar os países onde a democracia é uma miragem.

Em Felgueiras, os locais mais perigosos passarão a ser ao fim de semana, os restaurantes, a menos que leve o certificado digital ou um teste negativo. Vamos obedecer! Almoçar ou jantar de segunda-feira a quinta, não compromete a saúde pública, mas ao fim de semana, tudo muda. Este vírus, tem horário e dias específicos para atacar.

Ora vejamos: Num concelho onde o setor do calçado predomina e que nunca parou mesmo quando o país registava uma média de 10.000 casos por dia e 300 mortos, os trabalhadores são obrigados agora a obedecer a normas surrealistas. Qual é o objetivo?

Que eficácia para a saúde pública tem este conjunto de restrições que já levou médicos de renome, em Portugal, a fazer uma carta-aberta onde expõe que outras doenças estão a aumentar e que está na hora de “aprender a viver com esta nova doença”, cuja taxa de mortalidade é de 0,3%.

Os autarcas, eleitos para defender as populações têm sistematicamente alinhado com tudo o que o Governo decide em matéria de pandemia. Percebemos que lhes dá jeito, porque alinham pelo discurso “a saúde está em primeiro lugar”. No entanto, há incoerências, na forma populista como o tema tem sido apresentado. Será que os autarcas não têm também a missão de zelar pelos interesses da população e pelo tecido económico das terras?

O que têm os nossos governantes locais, feito efetivamente para ajudar os felgueirenses nestes tempos?

Repare: numa semana chegamos a ver governantes a incitar à “rebelião” e na outra a aconselhar a população a acatar as medidas impostas. Em que ficámos?

As ilações que tirámos é que a “máquina” está controlada de cima para baixo e de baixo para cima.

A desculpa de que em dezembro e janeiro foram meses catastróficos por causa da Covid-19, levaram a que tenha sido imposto um confinamento geral. O argumento foi que o SNS não podia ficar sem resposta, o que já se verificava em anos anteriores com a gripe sazonal.

Por este andar, no próximo ano, ninguém sai de casa assim evitamos morrer mas também não vivemos!

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