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Inicio Opinião Não acreditem, questionem sempre!

Não acreditem, questionem sempre!

O atual contexto de pandemia coloca-nos inúmeros desafios em relação à forma como vivemos e como nos organizamos em sociedade. Estamos, há cerca de um ano, privados de liberdades que tínhamos como certas e que consideramos fundamentais. Somos, todos os dias, invadidos por notícias, opiniões e ideias, não raras vezes, contraditórias, sobre temas que não dominamos e que nos chegam por vários canais, mais ou menos fidedignos, tornando-se difícil tirar conclusões. E é neste contexto que, mais facilmente, cedemos a populismos e extremismos, porque nos confirmam as teorias que gostamos de ouvir, validando-nos a opção mais fácil, embora saibamos que a mesma poderá ter consequências graves no futuro. 

Eu acredito que as opiniões e as ideias, por muito estranhas que sejam ou pareçam, devem ser debatidas, e, por isso, é preciso que se lhes dê espaço, a todas, espaço para que sejam contrariadas e para que se confrontem com outras opiniões e ideias que nos pareçam mais justas. É neste processo de discussão que se revelam as fragilidades, que se desmascaram preconceitos e que se constroem e perspetivam soluções.

E, por isso, é importante que não nos limitemos a acreditar em tudo o que vemos e ouvimos e que questionemos sempre, por mais desconfortável que isso seja. Devemos fazê-lo todos os dias, promovendo e participando em debates, dentro e fora dos ambientes controlados pelos mesmos de sempre. Se queremos que as pessoas se aproximem da política não podemos estimular a ideia de que existem locais mais ou menos honrosos para a fazer. A política tem de se fazer onde estiverem as pessoas, tem de ser acessível, facilmente entendida, não pode ser um evento solene onde se participa esporadicamente.

Não nos iludamos, as pessoas do mundo real não têm tempo nem vontade para assistir, ainda que à distância, e apesar da sua inquestionável importância, a Assembleias Municipais que duram horas para além do razoável, que se prolongam noite dentro, principalmente quando o debate não conduz a conclusões e a soluções. Não nos iludamos, as pessoas do mundo real não têm paciência para ouvir programas de rádio dominados pelas opiniões dos donos disto tudo e onde não existe possibilidade e oportunidade de contraditório. Não nos iludamos, as pessoas do mundo real não querem partidos de extremos, votam neles porque deixaram de acreditar nos mesmos de sempre. Não nos iludamos, as pessoas do mundo real sabem que precisam de uma alternativa. 

Eu acredito que essa alternativa deve ser moderada e que passa pelo liberalismo. 

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