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Planear e não reagir

Planear, projetar, programar, prever, definir antecipadamente um conjunto de ações ou intenções, fazer um plano, determinar os objectivos e os meios para os atingir, decidir, definir estratégias, gerir recursos, atuar.

Sim. Este é o tema em que penso desde há vários meses.

Portugal, Norte, Vale do Sousa, Felgueiras, sector público, sector privado, quem planeia?

Vivem-se tempos diferentes, difíceis, a Covid-19 atingiu Portugal e Felgueiras em Março, impôs um confinamento obrigatório, mas após os números terem descido e o calor ter chegado, fomos todos para férias e já ninguém pensou no regresso à atividade, à escola, ao dia-à-dia e ao trabalho. Pois é! Estariam os responsáveis pelo país, o governo, o poder local, os empresários e os dirigentes das mais diversas entidades a pensar num milagre? Obviamente que o milagre não se deu.

E depois da maioria desses regressarem tranquilamente de férias foram pensar nas medidas a tomar. Em pleno Setembro, com o Outono a chegar, o vírus a propagar-se mais facilmente em espaços fechados e o regresso à escola, ao trabalho, aos transportes públicos, à realidade e, claro, como não se planeou e na maioria dos casos as situações que já existiam antes mantiveram-se, os transportes públicos não foram reforçados, não estava garantido na maioria das escolas o distanciamento exigido (algumas até só possuíam um termómetro à entrada o que congestionou e concentrou pais e filhos mesmo antes de entrarem na escola), não foram cumpridas e aplicadas as orientações da DGS nos locais de trabalho. As empresas não adotaram planos de contingência (mesmo as que podiam continuar com teletrabalho não o fizeram).

E em pleno Setembro iniciam reuniões para dirimir regras e planos que já deveriam estar a ser aplicados e testados, até para permitir a sua alteração, caso não estivessem a ser eficazes. Aconteceu o que se esperava, não o tal milagre de que não houvesse a 2ª vaga, mas o exponencial crescimento de casos e mais casos de Covid-19, a ruptura do SNS apesar dos constantes avisos de que os serviços de saúde primários trabalham de forma deficitária num contexto ainda mais exigente.

Estes tempos exigem planeamento dos responsáveis públicos e privados, exigem planos de intervenção nas mais diversas áreas, na saúde, na acção e apoio social, na educação. Sabemos que estamos perante uma pandemia e que nem todas as possíveis acções podem ter sucesso, mas é prioritário planear com tempo, prever de forma a assegurar que as medidas que são tomadas são capazes de salvaguardar a saúde da população.

Ao poder local, às empresas e a todas as entidades com responsabilidade impõe-se que o façam de forma atempada e eficaz.

A nós SF, órgão de comunicação social local cabe-nos informar e com grande esforço mantivemo-nos a trabalhar durante todo o período de confinamento para que aos felgueirenses e aos nossos leitores chegue semanalmente toda a informação possível para que se protejam.

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