Pub

Quinta de Maderne
InícioCulturaA música é “mais que um fascínio é um complemento ao oxigénio”

A música é “mais que um fascínio é um complemento ao oxigénio”

De discos de vinil a bares, a música sempre foi uma constante na vida de Marcos Ribeiro.

O DJ felgueirense sempre deu à música um papel central na sua vida, começando uma carreira na música nos anos 90, permanecendo até hoje, “mais que um fascínio é um complemento ao oxigénio”, diz.

Marcos Ribeiro, como irmão mais novo, sempre olhou com fascínio para os discos do irmão, que, às escondidas, podia ouvir.

Uns anos depois, com uma coleção de discos à mistura, o DJ começou a dar festas na sua garagem, e depois, também no liceu. Ainda no liceu, quis levar a música aos corredores e co-fundou a Rádio Escola em Felgueiras. Depois, começou a passar música nos bares da cidade.

Com a carreira a iniciar nos anos 90, a aceitação e compreensão não foi muito fácil. Naquela altura, “os DJs não eram vistos como agora, muito pelo contrário”.

Só depois é que conseguiu que a família “entendesse e respeitasse o sacrifício das horas infinitas de trabalho, o investimento absurdo que fazia em vinis os quilómetros percorridos e muitas vezes, o que mais me custava , sair da mesa na Noite de Natal ou na Passagem de Ano, por exemplo, para ir trabalhar”, conta.

A música tem-lhe proporcionado experiências incríveis, tem-lhe dado a “conhecer pessoas fantásticas, lugares lindíssimos e festas brutais”. Admite que é um percurso que quer voltar a percorrer e voltar a evoluir graças à música. “Sinto que tenho muito ainda para dar e receber sobre a música. Vejo e ouço com espanto e tristeza as músicas que se ouvem atualmente, é deprimente”.

Marcos Ribeiro tenta passar sempre o que sente e o que lhe “vai na alma” com as suas produções. Com uma carreira marcada por longas residências, o felgueirense não esconde a satisfação e felicidade de relembrar todos os locais por onde passou.

“No entanto, posso dizer que houve uma fase em que gostei muito de passar música, quando nesta cidade se ouvia “boa música” toda a noite”, entende, no entanto, que este é um tópico subjetivo e acrescenta “ouvia-se música de dança eletrónica, House Music, e era muito satisfatório passar música”, afirma.

“Para ouvir um DJ set meu é conveniente gostar de música eletrónica”, e estar de mente aberta e preparado para tudo. Isto porque, segundo o produtor, as suas atuações são espontâneas, “nem eu sei o que vai acontecer, nem a música que vai tocar a seguir, só no momento em que está uma a tocar é que escolho a seguinte”, declara.

“Gosto muito de juntar músicas novas com mais antigas, há temas que são autênticos hinos de dança, esses gosto de ouvir nos meus sets. Em relação a músicas novas, por dia aparecem milhares, e eu escolho os que gosto e sinto que funcionam e se se enquadram, passo-os”, diz Marcos Ribeiro.

O artista é também autor da música Some Day. Um tema escrito por Marcos que relata o ”rompimento de uma relação entre duas pessoas que em outros tempos estiveram muito unidas e próximas mas se foram afastando até não haver mais forma de se voltarem a juntar”.

“Como tinha tido a participação da fadista Felgueirense, Susana Cardoso na nossa primeira colaboração A MENSAGEM, foi quase natural ser a Susana a interpretar este tema também”, informa.

Acrescenta ainda a grande ajuda dada pelo seu amigo músico Leys e agradece aos dois músicos “pela paciência, pela entrega que foi total, e pela a mestria e arte”.
O agora, o momento atual, é o seu principal foco. “O melhor momento é agora, o que passou, passou”, diz.

“Há mil coisas que quero fazer, desafios a superar, desejos a concretizar, limites e barreiras a quebrar”, com isto, partilha que pretende terminar um tema que teve de ser interrompido, e que irá recomeçar ainda este mês.


Além disso, dar início ao seu projeto THE WHITE SPRAY dj set, “uma história sobre a música de dança desde o início dos anos 90 até à atualidade, “contada” na primeira pessoa”. Este projeto surge pelo aparecimento de house classics e remembers, “mas executados por quem não “esteve lá”. Eu estive, eu fiz parte dessa história e quero contá-la. É preciso perceber o que cada música significa e representa”.

No futuro, este projeto pode vir a tomar novos rumos e novas proporções. “Poderá ser uma festa ou um live act ou um club ou uma assinatura para remixes ou originais , algo que me apeteça fazer”.

Mostra ainda o desejo de produzir em formatos diferentes, com convites a músicos e com instrumentos, “vai ser uma carga de trabalhos eu sei mas o resultado final será outro”.

“Recentemente frequentei e conclui o CAP, e gostava ainda este ano dar cursos de DJ, estou ainda a amadurecer a ideia , já comecei a preparar os modelos e os respetivos conteúdos, e estou a adorar o desafio, mas como em tudo que faço gosto de meter o máximo de mim, vai levar algum tempo até ficar pronto, uma coisa é saber outra é saber explicar/ensinar”, revela.

“Viver de qualquer tipo de arte é muito difícil, mas o mais importante é fazermos o que realmente gostamos. Devemos sempre seguir os nosso sonhos, e lutar para os realizar”, conclui.

Beatriz Cunha

Pub

Teco

Mais Populares

Subscreva a nossa newsletter

Para ser atualizado com as últimas notícias, ofertas e anúncios especiais.

Últimas