Segunda-feira, Outubro 3, 2022

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Adriano Quintanilha escreve carta aberta aos amantes do ciclismo

Patrão da W52/FC Porto alega que “quem minimamente me conhece sabe que pugno pelos valores da verdade, honestidade e respeito pela palavra, valores esses que recebi de meus pais, pessoas humildes, mas gente de bem, razão pela qual não me revejo nesta tentativa de assassínio de caráter de que sou alvo juntamente com os meus patrocinadores

O patrão da W52-FC Porto, Adriano Quintanilha, diz-se inocente no processo que envolve a sua equipa, no alegado caso de doping, e recorda o passado na modalidade numa carta aberta dirigida aos aficionadas da modalidade.

Adriano Quintanilha, dono da W52/FC Porto

Recorde-se que a UCI – União Ciclista Internacional retirou a licença desportiva à equipa com sede em Várzea, Felgueiras. Devido a este facto, a W52/FC Porto não vai participar na 83ª Volta a Portugal em bicicleta que começa esta quinta-feira, dia 4.

Até prova em contrário, o empresário felgueirense mantém total confiança nos ciclistas, bem como em toda a estrutura envolvente, escreveu na missiva que dirigiu aos adeptos do ciclismo, defendendo “mais transparência e tolerância zero”.

Na sequência da operação “Prova Limpa” ciclistas e o diretor desportivo da W52/FC Porto foram suspensos e constituídos arguidos por suspeitas de dopagem.

Carta Aberta de Adriano Quintanilha

“Caro Leitor:

Tendo em conta os muitos equívocos e perplexidades em torno dos relatos sobre o caso de doping que assola a equipa Calvário Várzea Clube de Ciclismo e que acabou por conduzir à suspensão provisória da sua licença UCI e à consequente inibição de participar em provas desportivas, julgo ser importante esclarecer o que na verdade se passa.

O cuidado e a preocupação com os nossos patrocinadores, staff e atletas assim o justificam, e é o que me move neste assunto, levando-me ao seu encontro. Entrei no mundo do ciclismo em 1989, de onde me retirei em 2001. Regressei em 2014, tendo em 2016 celebrado o atual “Contrato de Naming e Licenciamento de Marca” com o FC Porto, inicialmente através da Vintage Podium e, posteriormente e até à presente data, através da Associação Calvário Várzea Clube de Ciclismo. Não sou, nem nunca fui um profissional do ciclismo. Toda a minha vida tem sido dedicada, ao mundo do vestuário, trabalhando árdua e diariamente nas minhas empresas. Por tal facto, deleguei funções em profissionais com o objetivo de ter uma equipa vencedora, dotada das melhores condições possíveis, apenas comparáveis às das equipas que correm ao nível do circuito Mundial World Tour, honrando dívidas por mim não criadas perante atletas e a UCI, e contratando aqueles que me pareciam ser os melhores profissionais, sempre cuidando que agissem em estrito cumprimento de todas as regras desportivas, designadamente do fair play e do não uso de substâncias dopantes.

Foi, pois, com a maior surpresa e estupefação que, em abril último, fui confrontado na minha própria casa, onde me encontrava a descansar, pelos meus atletas e demais staff, dando-me conta da existência do processo judicial em curso de inquérito. Vendo o estado de desespero de alguns atletas, logo tratei de me constituir assistente no mesmo, o que me veio a ser negado.

Não obstante, acreditando nas suas palavras e no facto de as análises efetuadas terem sido negativas, fiz o que qualquer ser humano com o mínimo de princípios faria: defender os meus atletas, o que continuarei a fazer até prova em contrário.

Claro está que todo aquele que tiver comprovadamente prevaricado, deve um pedido de desculpas formal e público, quer a mim próprio quer ao Clube e aos seus patrocinadores.

Quem minimamente me conhece sabe que pugno pelos valores da verdade, honestidade e respeito pela palavra, valores esses que recebi de meus pais, pessoas humildes, mas gente de bem, razão pela qual não me revejo nesta tentativa de assassínio de caráter de que sou alvo juntamente com os meus patrocinadores. Aceito que podemos e devemos fazer sempre melhor: Clubes, Federação Portuguesa de Ciclismo e Autoridade Antidopagem de Portugal (ADOP).

Por isso, na minha equipa, dei e continuarei a dar instruções para que a transparência e a tolerância zero sejam regras conhecidas de todos. Foi nessa linha de atuação que implementámos um Código de Conduta interno, ajustado à mais recente legislação antidoping. Finalmente, desejo que esta carta possa ajudar cada leitor a aproximar-se da verdade que todos desejamos. Verdade que o ciclismo português exige e merece, sendo certo que não desistirei tão depressa deste propósito, estando já a preparar o futuro conjuntamente com os nossos principais parceiros.

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