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«Tenho que fazer aquilo que ainda não foi feito. Não se pode fazer tudo num mandato»

José Lemos – Candidato do Sim/Acredita à União de Freguesias de Margaride, Várzea, Lagares , Varziela e Moure

Como começou a sua ligação à política e à vida autárquica?
Esta ligação à política é antiga. Tem mais de 30 anos. Quando entrei na Junta de Freguesia no executivo de José Luís Martins evidenciei que a gestão era ainda artesanal. Limitava-se a passar atestados e pouco mais. Entretanto, com a minha presença, sinto que começamos a evoluir em muitos aspetos. Antigamente, a sede era um espaço pequeno.

Sempre se interessou pela causa pública?
Sim, é algo que já me é natural.

Como surge a hipótese de se candidatar à União de Freguesias de Margaride, há quatro anos?
Como gostava de servir a população entendi que ainda estava com forças para poder
exercer este cargo.

E porque se recandidata?
Podia dar muitas respostas acerca do assunto. Mas o verdadeiro motivo concreto é
porque ainda tenho que fazer aquilo que não foi feito. Não se pode fazer tudo num mandato e claro que outras coisas vão surgir no próximo. Também tenho os meus sonhos e objetivos e irei explanar perante a minha equipa as minhas pretensões. Também terão as deles e temos que conjugar as ideias de todos na persecução
dessas obras. Além disso, há cerca de dois anos o Presidente da Câmara de Felgueiras convocou os sete autarcas do Sim/Acredita, na qual eu estava incluído para propor a nossa continuidade e a sua recandidatura. Aceitámos todos o desafio.

Como é que é ser presidente de cinco freguesias?
É muito difícil porque antigamente o panorama sociocultural era diferente. O eleitorado mudou nestes 30 anos. As pessoas são mais exigentes, mais instruídas, informadas e reivindicativas. Com a pressão da população também vamos evoluindo e ajustando às necessidades. Também almeja outras coisas e temos que acompanhar para conseguir dar resposta às solicitações.

Quais são os aspetos que a população mais anseia?
Cada freguesia apresenta especificidades individuais. Há freguesias com mais infraestruturas sociais, outras nem tanto. No caso de Lagares, não existe um espaço dedicado à área social. Em Margaride, Várzea, Varziela e Moure há instituições nesta área. A freguesia de Lagares tem muita indústria. É muito difícil responder a essa questão porque são todas diferentes.

A Mega União tem suscitado críticas do ponto de vista da sua composição?
Não aceito críticas. Fui contra a União desde o início, até porque no nosso manifesto,
há uma alínea onde pugnamos para que as freguesias voltem à origem. No princípio
as pessoas consideraram que perderam os serviços de proximidade, com o presidente
de Junta.

Ainda sente isso?
Sente-se menos, mas ainda há quem reclame. Muitas vezes para responder às objeções respondo que se vieram a Margaride, os serviços estão concentrados na mesma zona: correios, Câmara, bancos e sede da Junta.

A oposição refere que há um problema de centralidade de investimento na freguesia de Margaride. Concorda?
Concordo num aspeto, mas noutro não. O investimento que referem em Margaride
está a ser executado pelo Município, através de fundos comunitários para a requalificação urbana. A Junta de Freguesia investiu muito mais nas restantes freguesias, não porque estivessem atrasadas, mas porque herdamos alguns
problemas que temos que resolver. Penso que as vias de comunicação e infraestruturas a que nos propomos, estão praticamente concluídas.

Que problemas herdaram?
Não quero falar nisso. Mas refiro-me a obras que estamos a concluir que herdamos
em estado pendente. Isto deve-se ao facto de as freguesias antes da União não
conseguirem, por falta de meios financeiros, resolver e dar resposta. Exceto Margaride, nenhuma freguesia tinha orçamento para fazer o que está a ser executado.

As pessoas quando referem que o seu trabalho é fácil não conhecem a realidade?
Não, de todo. Até já referi várias vezes que ando com os sapatos sujos e porquê?
Porque acompanho as obras no terreno. Quando um presidente de junta assumir
funções meramente de gabinete faz um mandato e perde as eleições seguintes.
É preciso dar “o litro”.

«Uma das apostas
no próximo mandato,
se for reeleito, será
reforçar os apoios
sociais, porque
constitui uma
obrigação da Junta
de Freguesia»

Está habituado a esse ritmo de trabalho?
Sim e gosto do que faço. Ouço as pessoas e as suas reclamações. Acredito que
elas têm razão. Muitas vezes não dou resposta de imediato porque não consigo. Não
consigo chegar a todos. Prefiro dar resposta à falha de luz numa rua, do que a um
assunto, por exemplo, uma autoestrada a 500m. As pessoas estão preocupadas com
as suas necessidades. Devido à pandemia, tivemos menos recursos humanos e é difícil fazer tudo.

A população compreende a sua posição, quando não consegue dar resposta?
Algumas pessoas são difíceis, porque pensam que só existe a rua delas. Não entendem que na Mega Freguesia há outros assuntos que carecem de resposta mais rápido. Mas são poucos os casos.

«Estamos a criar um Estádio em Varziela, no lugar da Forca. Vamos celebrar
um contrato de direito de superfície com o Varziela, para poderem concorrer
a fundos do Instituto Português de Desporto e Juventude»

Dada a dimensão da área geográfica e populacional da Mega União, considera que não devia ter mais competências?
Não temos competências nem quadros técnicos como uma Câmara.

O que é para si mais difícil nesta missão?
Nós temos uma boa relação institucional entre a Junta e a Câmara. Muitas vezes, por
sermos mais rápidos conseguimos resolver também mais rápido aos desafios. Ao
contrário da Câmara, resolvemos com mais facilidade pequenas coisas. Mas sim, colaboramos muito. Não é fácil, mas tentamos. Quando me pedem esclarecimentos do PDM, não reencaminho para a Câmara, para evitar que tenham que marcar reuniões ou perder tempo. Consulto o documento e esclareço.

Para os próximos quatro anos o que está mais ou menos pensado?
O próximo mandato é dedicado à reabilitação de edifícios, propriedade da Junta.

Quais são?
Basicamente, adquirimos um edifício ao lado da Caixa Geral de Depósitos onde vai ser a futura sede da Junta, mas carece de uma intervenção. A Escola da Agra, em Lagares, onde temos um contrato de comodato com a Câmara, vai ser alvo e um projeto para a área social. O objetivo é deslocar a sede da Junta para este espaço e no outro edifício ficará livre para outras atividades, como um Centro de Dia. Em Varziela, a Escola Velha vai servir para a área social. Já foi sede de junta e do rancho. Já foi intervencionada, mas agora temos um orçamento para avançar com demolições, devido a alguns danos visíveis. O espaço vai ser todo requalificado e posteriormente a população vai poder dizer o que pretende para lá.

E que outros projetos estão em andamento?
Estamos a criar um Estádio em Varziela, no lugar da Forca. Vamos celebrar um
contrato de direito de superfície com o Varziela, para poderem concorrer a fundos
do Instituto Português de Desporto e Juventude. Em Várzea estou a realizar um
sonho antigo, que passa pela recuperação da Igreja Velha de Várzea. O espaço que é propriedade da União de Freguesias após uma candidatura, que esteve suspensa, devido à pandemia, teve luz verde para ser intervencionado. Todos duvidaram de mim, mas foi finalmente aprovada. Fizemos um contrato com a DGAL para transferência de verbas que implica começar a obra no prazo de 60 dias. O
orçamento está em discussão para que as obras arranquem em setembro.

Têm financiamento para essa obra?
A obra vai ser financiada em 50%. Mas a Junta tem capacidade financeira, ainda no atual orçamento para a cumprir.


E em Moure o que está a ser feito?
Estamos a requalificar um trecho da Rua de Cramarinhos. Não conseguimos fazer a obra na totalidade porque os proprietários não negoceiam os terrenos, mas não me quero alongar. Em 2022 pretendemos efetuar obras noutra rua da Argonda, porque
este ano já ultrapassámos os valores protocolados com a Câmara. Abrimos o Parque
Infantil recentemente. A obra principal – requalificação da estrada que liga Marco de
Simães a Moure – está a ser efetuada pela autarquia. Fizemos algumas intervenções
pequenas. É uma das freguesias do concelho com maior percentagem de cobertura de saneamento. A inserção de gás natural está em andamento.

Alguma vez pensou em desistir do cargo político que ocupa?
Não. Ás vezes desabafamos, mas a minha missão é esta: estar com a população.

Nunca esteve em causa a sua recandidatura pelo Sim/Acredita?
Nunca, embora tivessem surgido rumores. Mas eu ultrapassei isso com facilidade,
porque nunca pensei que o meu lugar estivesse em causa. Um ano antes, Nuno Fonseca já me tinha endereçado um convite. Não sei o que aconteceu naquela altura. Já o disse e volto a repetir: sou quase imbatível. Nunca me deixei afetar, fiquei tranquilo, fosse com o que fosse.

«Tenho o sonho de
criar um parque
aquático em Várzea,
aproveitando o rio
Sousa e a extensa
área de terreno. O
objetivo é estender
a ciclovia até Moure»

Quando os rumores surgiram não ficou desmotivado?
Estava a caminhar quando recebi várias chamadas sobre o assunto. (risos) Estava
feliz da vida e não ia interromper a minha atividade… ás vezes dizem-me muitas
coisas… Não acredito! Não me senti incomodado.

E se essa hipótese estivesse mesmo em causa?
Não posso falar em hipóteses. A seu tempo, a seu tempo. Não digo nada… Nunca
me senti abanado. Podiam ter continuado a falar no mesmo assunto. Eu sabia os meus compromissos.

E se falhassem consigo?
Acha que falhavam?!


Considera que é um candidato forte para o Sim/Acredita?
Toda a gente me conhece e ajudo muita gente. Conheço as cinco freguesias ao pormenor. Desde o Marco de Simães até ao Senhor dos Perdidos: becos, ruas, caminhos…

Considera-se, portanto, uma mais valia?
Sou um presidente que reivindica quando é preciso. Também exijo e pressiono.

O que correu melhor e pior ao longo destes quatro anos?
Correu tudo bem. Tudo que estava no manifesto eleitoral está praticamente cumprido. Posso dizer que fizemos um mandato excecional. Conseguimos fazer obras até esgotar o orçamento. Não fizemos mais porque não temos
dinheiro.

Quanto aos cemitérios como está a situação?
Em Lagares o cemitério vai ser ampliado. Em Margaride o assunto está a ser tratado
pelo Município.

«Gosto muito daquilo
que faço»

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