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Vacinação Anti-COVID, Sim ou não?

Porque escrever agora este artigo passado 8 meses do início da vacinação da população? Porque lançar esta questão depois de termos vacinado a população de maior risco?
Chegou a hora de vacinar os mais novos.

Muito se tem falado das vacinas, da sua eficácia e dos seus efeitos colaterais. Provoca Acidentes Vasculares Cerebrais, miocardites, pericardites, mal-estar, dores musculares, etc., etc.

As vacinas não são 100% eficazes, não impede de ser infetado com o vírus, não impossibilitam pessoas de morrer porque ainda temos notícias diárias de novos infetados, novos doentes internados nos hospitais, novos doentes admitidos em cuidados intensivos e notícia de mortos diários por COVID-19. Todas as semanas o Governo altera as medidas de confinamento.

Se já temos quase 70% da população vacinada, porque vou vacinar os mais novos que são os menos afetados com a doença.
Como sabem, neste século, a COVID-19 é das doenças com maior impacto social, económico, político e religioso.

Com um impacto tão significativo a nível mundial desta doença, será legítimo incluir e vacinação no PNV e torná-la obrigatória.
Muitos países discutem a vacinação obrigatória e logo surgem grupos com manifestações contra estas medidas. Grupos já organizados anti vacinas.
Vejamos os factos e a ciência.


Com o estado de vacinação decai muito a transmissão do vírus (50%* só com uma dose de vacina). Esta quarta vaga é muito menos intensa que as anteriores apesar do vírus com as suas mutações ser muito mais agressivo e transmissível, o número de internados não é tão elevado, o número de pacientes em cuidados intensivos também é menor, e mais importante, o número de mortos baixou de 5% dos infetados para 0.3%.Esta é a realidade e esta é a informação que nos interessa observar para passar a discutir o tema. Quando me vacinei passei a estar mais protegido contra a doença por COVID-19. Tenho muito menos hipóteses de sofrer os malefícios da infeção por COVID-19, nomeadamente diminui a probabilidade de vir a ter as múltiplas doenças saquelares, sejam elas miocardites, pericardites, doença pulmonar crónica obstrutiva, quadros de miosites, hepatites, demência, entre outras. Da mesma forma, a vacinação diminui substancialmente a probabilidade do pior resultado possível da infeção, a morte do paciente. Sendo eu médico, e acima de tudo sou um ser social, vivo com os outros, com a minha família, com os meus colegas de trabalho, com os meus amigos e com todas as outras pessoas conhecidas ou desconhecidas com que me deparo no dia-a-dia. Quando escolhi ser vacinado estou também a contribuir para a proteção de todas estas pessoas, passei a contribuir para o controlo e a luta contra esta doença, um contributo muito maior que todos os benefícios argumentados para a minha pessoa. Mas a vacina é perfeita? Claro que não. Por tudo aquilo que já referenciei, as vacinas, assim como todos os medicamentos, têm efeitos colaterais mais ou menos graves, mas infinitamente menores que os efeitos da doença COVID-19. Por isso, a comunidade científica continua os seus estudos, estando agora numa fase muito mais avançada e evoluída. Acredito que muito ainda vai evoluir. Temos uma vacina Portuguesa em estudo, temos novos medicamentos, novas abordagens. “Mas devo vacinar os jovens e as crianças?” “Doutor, Tenho medo dos efeitos colaterais!” Devemos acreditar na ciência e nos seus fundamentos. Neste momento estudos decorrem da vacinação nas crianças mais pequenas, para já, em Portugal vai ser recomendado a vacinação acima dos 12 anos. A doença não poupa os mais novos, pelo que também estes sofrem com os sintomas e ficam com as sequelas da infeção por COVID-19, tendo havido já casos a lamentar a morte de algumas crianças infetadas pelo vírus. Nas próximas duas semanas atingiremos os 200 milhõe de pessoas infetadas em todo o mundo e já atingimos os 4 154 660* casos de mortes. Se pensarmos que por cada pessoa que morre 10 pessoas sofrem com isso de uma forma mais profunda, imaginamos com facilidade o impacto da doença nas pessoas e nas famílias.

As crianças são veículos de transmissão do vírus e os jovens pela sua impetuosidade nos comportamentos, são consideradas de risco acrescido para o contágio da infeção.
Não podemos, assim, esquecer que esta doença é uma pandemia. Para ser controlada é necessário um plano de ação global, em todas as populações e em todas as idades.
É por ter “medo” dos seus efeitos qua a OMS, as Nações Unidas, os Governos mundiais se preocupam e se organizam na luta contra a doença e na vacinação das populações.
Assim, sendo esta pandemia um problema de saúde pública, e apesar de compreensível o receio que as pessoas tem sobre as vacinas, deve-se pensar que somos parte de uma sociedade e que vivemos com ela, que o benefício público se sobrepõe ao individual. Que fazemos parte de uma família dentro das nossas habitações e mais alargada com os nossos pais, avós, tios, primos, etc., pessoas de quem gostamos e com quem convivemos. Devemos ser levados a um comportamento nobre de fazer alguma coisa para proteger os outros e a nós mesmos.

A vacinação, neste momento é a solução que mais benefícios teve ao nível da transmissão da doença, da gravidade da doença e da redução do número de mortos.
Em suma, estes são alguns dos fundamentos que legitimam os governos a pensar sobre a vacinação ser obrigatória. Estejamos atentos às recomendações da Direção Geral de Saúde (DGS.)

*Dados da OMS

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