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Bombeiros de Felgueiras não compreendem falta de apoios do Governo devido ao aumento brutal da fatura dos combustíveis

O aumento brutal dos combustíveis verificado nas últimas semanas fez soar o alarme nas corporações de Bombeiros do concelho de Felgueiras.

A fatura mensal de gasóleo aumentou muito e não há qualquer ajuda do Governo para a minimizar ao contrário do que sucedeu com outros setores, nomeadamente o dos transportes de mercadorias e passageiros.

A situação além de gerar preocupação ao nível dos recursos financeiros, causou mal estar nos Bombeiros que se sentem discriminados negativamente pelo Governo.

Para Arnaldo Freitas, presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, isto representa “uma falta de respeito pelos Bombeiros” e poderá, ao nível económico, tornar-se “incomportável”. O responsável adianta que em fevereiro, os Bombeiros de Felgueiras gastaram 12.500 euros de combustível e em março o valor subiu para os 15 mil euros. “Têm de ser tomadas medidas rapidamente porque o impacto é, de facto, brutal”, disse ao SF.

Bombeiros Voluntários de Felgueiras estão preocupados com a fatura de combustível

Arnaldo Freitas defende que há vários tipos de soluções que o Governo poderia equacionar de imediato de modo a aliviar a sobrecarga financeira nas corporações decorrente do aumento dos combustíveis. “Isentar os Bombeiros de IVA, permitir a utilização de gasóleo agrícola ou definir uma comparticipação do Estado”, são três medidas que aponta como viáveis.

“Antes de mais, deixar os Bombeiros de fora dos apoios é uma coisa difícil de compreender. Se deram apoios aos transportadores de mercadores, de passageiros, táxis e TVDE, por que razão deixaram as corporações de Bombeiros, que prestam um serviço fundamental, de fora?”, questiona o dirigente dos Bombeiros locais. “É incompreensível o que se está a passar. Dá-se aos outros e às corporações de Bombeiros não se dá nada, nem há abertura para discutir apoios ”, lamenta.

“Há uma falta de consideração evidente pelos Bombeiros que fazem um grande esforço para prestar um serviço muito importante”, sublinha, lamentando que “a situação se se prolongar fique insustentável”.

Na perspetiva de Arnaldo Freitas, quando a situação chegar ao limite, isto é, quando as corporações não tiverem capacidade financeira para abastecer as viaturas, “vai ser um problema grave”.

No caso dos Bombeiros de Felgueiras, a fatura de combustível tem mais valor em imposto do que o Governo dá de apoio durante o ano, através do Orçamento de Estado, à corporação.

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