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Vislumbres de esperança

Artigo de opinião publicado na edição 1499 de 26 de junho de 2026

Agora que já contámos com alguma acalmia na guerra entre os Estados Unidos da América e o Irão; que um verdadeiro Acordo de Cessar Fogo ganha mais tempo e maior consistência; que já se fala numa normal abertura do Estreito de Ormuz; e que um Acordo de Paz, depois de devidamente negociado, poderá e deverá acontecer brevemente, é bem possível que Benjamin Natanyahu comece definitivamente a perceber o que significa obedecer, isto é, o que quer dizer Ronald Trump quando refere que o primeiro ministro de Israel faz o que ele quer e, se for necessário, também o que ele manda.

E com o Mundial de Futebol a decorrer ao lado de tantas perturbações mundiais, há razões para acreditar que os homens e as mulheres comuns serão novamente chamados para governar o Mundo, e que os “extraordinários“, como Trump, Natanyahu e Putin, depois de deixarem os seus países e o mundo pior, também acabarão por saírem de cena.

Sendo que depois de Trump, a América vai ficar pior, que Cuba resistirá e que no Irão não haverá mudança de regime, cabe voltar a olhar para Portugal, onde quem é poder executivo está muito longe de convencer os portugueses sobre os bons resultados governativos que tanto apregoa.

Começando-se a perceber que Luís Montenegro não irá concluir a Legislatura, dir-se-á que é muito pouco tudo o quanto lhe tem corrido bem, sendo que, no imediato, são a derrota da Reforma Laboral e o pensamento político sobre a implementação da Prestação Social Única (PSU), os dossiers que mais atrapalham a sua governação.

Por conseguinte, sendo imperioso apresentar melhores resultados de governação, a verdade é que não é isso o que  está a acontecer, temendo-se progressivos episódios de regressão no que concerne à Saúde e na Administração Interna, neste último caso devido à época de incêndios que já se encontram em curso.

No entanto, sendo que só depois de Trump é que o mundo se irá recompor, saibamos acreditar que também Natanyahu haverá de cair, e que em Portugal, não obstante as reticências de Pedro Passos Coelho sobre o “Estado da Nação”, a verdade é que, só após a saída de Luís Montenegro do governo, é que se poderá começar a pensar num país melhor!

Depois dos prejuízos mais diversos que as guerras em curso já provocaram pelo mundo fora, Portugal já se devia encontrar preparado para percorrer melhores caminhos, evitando, por um lado, os aumentos exponenciais dos preços dos combustíveis e, por outro,  garantindo uma política de reposição dos rendimentos mais condizentes com as condições de vida dos mais frágeis, nomeadamente os reformados e os pensionistas e todos os demais que vivem abaixo dos valores do limiar da pobreza, no caso, mais de um milhão e meio de portugueses.

Por conseguinte, mais importante do que baixar a idade das Reformas nos moldes que o Chega sustenta,  será imperioso assegurar imediatamente um aumento extraordinário dos valores das Reformas, com efeito ao dia 1 de Julho de 2026 e com um reporte a oito meses, isto é, incluindo os Subsídios de Férias e de Natal deste ano, pondo-se, desde já e desta feita, de parte quaisquer outros anúncios de medidas demagógicas e tão só se as Finanças se encontrarem bem, a título de suplementos reformais, a executar, porventura, lá para o Outono deste ano.

Com o mundo mais perigoso, devido às políticas agressivas de Trump e de Natanyahu no Médio Oriente, tudo indica que, a não ser implementado o Acordo de Paz de que tanto se fala entre os EUA e o Irão, que é bem possível  voltar a sentir-se na terra do Tio San os efeitos de derrota verificados no Vietname, e que mais uma vez, os Estados Unidos da  América se preparam para sofrerem as consequências de uma guerra imposta e relativamente à qual nunca souberem percepcionar um fim.

Sendo ainda muito cedo para se deitarem foguetes, aceitemos, contudo, os excelentes resultados negociais já obtidos como um vislumbre de esperança para os tempos que se vão seguir, na medida em que da guerra, são já mais que muitos todos aqueles que a rejeitam.

E sendo incontestável que a Inteligência Artificial também irá servir para mudar o Poder Mundial, apesar dos seus reais malefícios, seria do maior interesse que tão cedo quanto possível tal serviço se viesse a manifestar, sobretudo para ajudar o Médio Oriente, mas, também, para afastar Trump e Natanyahu dos respectivos poderes.

Texto escrito conforme o anterior Acordo Ortográfico

José Quintela

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