InícioPolíticaAssembleia Municipal aprova recomendação ao Executivo para Orçamento Participativo Verde

Assembleia Municipal aprova recomendação ao Executivo para Orçamento Participativo Verde

Notícia publicada na edição 1499 de 26 de junho de 2026

Projeto apresentado pelo Chega prevê uma dotação de 50 mil euros anuais

A Assembleia Municipal de Felgueiras aprovou, por maioria, a recomendação do partido Chega, dirigida ao Executivo Municipal, para a criação de um Orçamento Participativo Verde (OPV).
Com uma dotação de 50 mil euros anuais, a iniciativa visa envolver a comunidade na transição ecológica do concelho, focando-se em projetos de economia circular e valorização ambiental.
Numa altura em que a gestão dos recursos públicos exige cada vez mais transparência e proximidade, a Assembleia Municipal de Felgueiras deliberou, na sua sessão de 19 de junho, recomendar ao executivo camarário a implementação de um novo instrumento de democracia direta: o Orçamento Participativo Verde (OPV).
A proposta, que partiu do Grupo Municipal do CHEGA, foi aprovada por maioria, sinalizando um entendimento entre várias bancadas em torno da necessidade de descentralizar decisões sobre o ambiente e a sustentabilidade local.

Um novo pilar na democracia participativa

O novo OPV, segundo o Chega, surge com um propósito especializado. A lógica subjacente é clara: num concelho com uma dualidade marcada entre zonas rurais e urbanas, a sustentabilidade não deve ser apenas uma diretiva institucional, mas uma prática diária apoiada pelos cidadãos.
O documento aprovado sublinha que o OPV não é apenas um exercício de participação, mas um mecanismo de “responsabilização, transparência e rigor”.
Ao focar-se exclusivamente na vertente ambiental — desde a valorização de espaços naturais e zonas verdes à eficiência hídrica e energética — o município deverá criar um canal direto onde os felgueirenses podem, efetivamente, moldar o futuro do seu território.

Qualidade e rigor: O modelo de 50 mil euros

Um dos pontos centrais da proposta aprovada é a estratégia de investimento. Ao fixar a dotação anual em 50.000 euros, o objetivo é evitar a fragmentação do orçamento em projetos de baixo impacto.
A meta é permitir a concretização de um único projeto vencedor por edição, mas que tenha escala suficiente para ser “transformador, visível e de utilidade pública imediata”.
A recomendação estabelece parâmetros para a futura implementação, que ficará a cargo da Câmara Municipal. Entre as exigências destaca-se a necessidade de apoio técnico para que as ideias dos cidadãos possam ser convertidas em projetos exequíveis e sustentáveis a longo prazo.
Também deve ser criada uma plataforma online dedicada, onde será possível acompanhar todo o ciclo de vida do OPV — desde o calendário e propostas submetidas, até aos resultados das votações e, crucialmente, o estado de execução das obras.
A proposta prevê a obrigação anual de reporte à Assembleia Municipal, incluindo a justificação pública de eventuais atrasos, garantindo que o compromisso com o eleitor não termina no momento da votação.

Foco na Economia Circular


A proposta destaca a economia circular como um dos pilares de eleição para as propostas a concurso.
Incentivar projetos que foquem na redução de resíduos, na compostagem, na valorização de bio resíduos e na reparação de materiais é, segundo os proponentes, a forma mais eficaz de envolver a população na transição para um modelo de consumo e produção mais consciente.
A proposta foi aprovada por maioria, contando ainda com três abstenções. Os eleitos do Livre votaram contra.

Armindo Mendes

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