Presidente diz terem sido as melhores contas de sempre, oposição fala de oportunidade perdida
A Câmara Municipal liderada por Nuno Fonseca alcançou, pelo quarto ano consecutivo, um resultado positivo nas suas contas, fechando 2025 com 3,6 milhões de euros de resultado líquido, avançou, na Assembleia Municipal, o vereador Fernando Fernandes, responsável pelo pelouro das Finanças na autarquia.
“Ao fim destes anos, vão-se esvaziando alguns argumentos da oposição sobre a gestão municipal. “As contas têm provado isso. Estão bem demonstrados os bons resultados deste executivo”, comentou.
Falando perante o plenário, o vice-presidente da Câmara destacou que no conjunto dos últimos quatro anos os resultados líquidos alcançaram os 18 milhões de euros.
Das contas da 2025, evidenciou o facto de terem registado 95% de execução, num orçamento 85 milhões de euros.
Aludiu a um aumento das receitas fiscais, refletindo o aumento da dinâmica imobiliária.
A despesa total foi de 66,5 milhões de euros, 17,8 dos quais com pessoal.
A dívida municipal ascende a 20,2 ME (em 2017 era de 27 milhões), e que apenas 14,5 ME contam para o limite de endividamento. O Município conta com 19,78 ME de margem de endividamento, precisou aos deputados.
Os prazos médios de pagamento baixaram de 30 para 19 dias.
Para Fernando Fernandes, “este resultado demonstra uma gestão financeira muito sólida e responsável”.
PSD: “Felgueiras merece muito mais do que isto”
O deputado João Lourenço, do PSD, criticou o “aumento da dívida” (500 mil euros anuais só em juros), apesar de a autarquia ter registado a maior receita de sempre – impostos diretos subiram oito por cento, disse.
“As contas de gerência repetem-se, o problema não é a falta de dinheiro, é a incapacidade de transformar dinheiro em obras”, comentou.
Alertou, também, para as despesas correntes, “o valor mais alto de sempre” – mais quatro milhões de euros, com diminuição no investimento.
“Cada vez se percebe menos para onde vai o dinheiro dos felgueirenses”, comentou, concluindo que “se as receitas caírem o município terá pouca margem de manobra”.
O eleito do PSD concluiu: “Este executivo cobra mais, gasta mais em si próprio. Felgueiras merece muito mais do que isto”.
Sim Acredita: “Contas de um projeto político progressista que não vira as costas ao povo”
António Silva (PS), deputado da maioria, disse que as contas de 2025 evidenciam a “boa gestão financeira e o reforço do investimento público”.
“É possível governar bem e investir melhor. Os números estão do nosso lado. Melhoramos a previsibilidade das contas públicas. Em 2025, Felgueiras manteve o rumo certo”, anotou, concluindo que “Felgueiras tem hoje um Município sólido financeiramente”.
Para António Silva, são as contas de um projeto político progressista que não vira as costas ao povo”.
Chega: Contas de 2025 “demonstram dinheiro parado e oportunidades perdidas”.
A deputada Joana Guimarães, do partido Chega, disse estar-se na presença de uma “gestão marcada por falta de ambição e ineficiência”. A eleita criticou a “baixa execução do investimento”.
“Isto significa, na prática, menos obras, menos desenvolvimento e qualidade de vida para os felgueirenses”, apontou, anotando que, “apesar do discurso positivo, não se verifica a redução da carga fiscal e de medidas de apoio às famílias”.
Trata-se, resumiu, de “uma gestão acomodada, sem capacidade de resposta aos desafios do concelho. Este relatório demonstra dinheiro parado e oportunidades perdidas”.
Nuno Fonseca: “Hoje o Município tem contas saudáveis”
Sobre a gerência de 2025, o presidente Nuno Fonseca disse sentir-se confortável com a ideia de que “o rigor das contas, hoje, já não é um dogma, já não é conversa de que este Município estava a pôr em causa o futuro do município”.
“É difícil ter havido uma consistência de contas como este Executivo tem conseguido nos últimos anos”, exclamou, acrescentando: “Hoje o município tem contas saudáveis… Estas são das melhores contas de sempre”.
As contas de gerência do ano passado foram aprovadas com 38 votos a favor (Livre/PS), seis abstenções (PSD/CDS) e dois votos contra (Chega).
Armindo Mendes




