Artigo de opinião publicado na edição 1489 do SF de 30 de Janeiro de 2026
As eleições presidenciais representam um momento central da nossa democracia. Não escolhemos apenas uma figura institucional, mas alguém que simboliza os valores da República, garante o cumprimento da Constituição e serve de árbitro num sistema político que deve estar ao serviço de todos. Este ato eleitoral é também uma oportunidade para reafirmar uma visão mais justa, solidária e igual. Na minha perspetiva, António José Seguro é quem reúne, de forma clara e consistente, as qualidades necessárias para assumir a Presidência da República.
Um Presidente da República não governa, mas influência. A sua palavra pesa no debate público, nas escolhas políticas e na defesa dos direitos fundamentais. Num tempo marcado por desigualdades persistentes, precariedade laboral, dificuldades no acesso à habitação e desafios ambientais urgentes, é essencial que o Presidente esteja comprometido com o Estado Social e com a dignidade humana.
Enquanto jovem, preocupa-me a crescente desconfiança na política, sobretudo entre os mais novos. Esta geração mais jovem é muito influenciada pelo que vê e ouve, faltando-lhe, por vezes, o espírito crítico necessário para uma análise mais consciente. Precisamos de uma Presidência que aproxime os cidadãos da democracia, que valorize a participação cívica e que combata discursos de ódio e populismo. A democracia não se defende sozinha- exige coragem, pedagogia e empatia.
Nesta segunda volta, temos a oportunidade de escolher entre a democracia e o fascismo. A escolha deveria ser óbvia, a meu ver. Um candidato moderado, responsável e assertivo como António José Seguro reúne todas as condições para vencer esta eleição. No entanto, para que isto aconteça, é fundamental que todos participemos, que não fiquemos em casa e que votemos de forma consciente e informada. Só com uma forte mobilização cívica é possível garantir a defesa dos valores democráticos e do futuro do país.
Simão Miranda




