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Bombeiros e Presidenciais

Que bom que 2026 tenha começado tão bem! Ao nível concelhio, com a eleição dos novos corpos gerentes da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras.

Concorrendo duas listas ao acto eleitoral do passado dia 10 de Janeiro, ambas com elevado potencial e reconhecidas qualidades, do sufrágio resultou vencedora a lista “A“, afinal aquela que sendo mais do mesmo promete para futuro maior enfoque, melhor perfomance e renovadas virtualidades…

Por seu turno, a lista “B” cujos processos inovadores sempre estiveram presentes durante o debate eleitoral, só não conseguiu melhor score devido a culpas próprias, já que a destempo e sem nenhuma necessidade, acabou por endurecer a mensagem, conduzindo o debate num tom assaz agreste para um beco sem interesse e sem saída.

Contudo, contribuiu sem qualquer sombra de dúvida e de forma muita intensa  para enriquecer o presente acto eleitoral, sendo deveras positivo e até deslumbrante o tempo que se viveu durante a votação, não só por ter permitido para que centenas de pessoas e famílias, conversassem e confraternizasem até ao momento em que cada um conseguiu chegar à urna para depositar o seu voto, mas, sobretudo, pelo clima afectivo que a todos proporcionou.

Voto esse, que não devendo demorar tanto tempo até entrar na urna, aí acabou por chegar, não obstante o formato em que aconteceu e o tempo que demorou.

No futuro, os novos corpos gerentes, terão que dar sinais mais claros de modernidade  administrativa, não só sobre esta matéria, mas, também, no que concerne a outras mais, concebendo e prevenindo desde já melhores soluções para que  situações iguais a esta não voltem a acontecer.

Para cumprirem um dever genuíno, de gosto, de prazer e de cidadania, os sócios da instituição não precisavam de ser castigados como foram, permanecendo em regra mais que uma hora em filas gigantes, de pé e ao frio – e ainda bem que não choveu! -, e tão só para exercerem um magnânimo direito cívico.

Foi pena, por se ter constituído numa estrondosa e inadmissível falha técnica, dentro de um conceito pouco cuidado e bastante arcaico no que concerne à promoção e à organização de regulares processos eleitorais.

Mas agora que o processo findou, sendo justa a hora de parabenizar os vencedores e seguidamente calar imediatamente os tambores, saibamos também prestar a devida honra aos vencidos, e que doravante, pensando somente nos nobres valores que cobrem a instituição, que todos juntos se consigam desde já irmanar e abraçar no mesmo ideal – o de ajudar os nossos bombeiros a conquistarem melhores condições operacionais para o exercício da sua missão, e por essa via poderem prestar à comunidade a que pertencem mais e melhores serviços!

Por outro lado, no próximo domingo dia 18, é dia dia de eleições presidenciais, as quais, sendo muito importantes para o prosseguimento e o aprofundamento da democracia, pouco ou relativo interesse têm vindo a suscitar por parte dos portugueses, e por certo, devido à mais que vistosa fraca qualidade da generalidade dos candidatos em presença.

Sabendo-se, desde já, que o novo Presidente da República só irá contar com o apoio expresso de pouco mais de vinte por cento dos portugueses, o resto virá por acrescento e pelas circunstâncias de uma segunda volta, concentremo-nos desde já e tão só na primeira, não premiando e não emprestando o nosso voto a todos aqueles que em primeiro lugar a tudo concorrem, porquanto tudo quererem abocanhar, sendo imperativo abrirmos bem os olhos para percebermos e conseguirmos ver atempadamente o que nestas eleições será o melhor para Portugal. 

Reconhecendo no entanto que todas as candidaturas são legítimas, a verdade é que não é este o tempo mais apropriado para afirmar as percepções e as mensagens partidárias, sendo que esse tempo ocorreu há alguns meses atrás aquando das eleições legislativas, e não o sendo esse, é este o tempo ideal para afirmar a sapiência política, votando à esquerda ou à direita consoante os gostos e as vontades de cada um, desde que saibamos concorrer para rejeitar os radicalismos  e os experimentalismos políticos.

E eu, porque sempre fui e sou de esquerda, e por pretender não me constituir num voto morto, vou votar já na primeira volta consequentemente à esquerda, e só depois, naquele que dentro do mesmo campo político me parece reunir seguramente as mais amplas qualidades e as melhores condições para ser o próximo Presidente da República.

Texto escrito segundo o anterior Acordo Ortográfico.                                     

José Quintela

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