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Electrão recorre ao humor para denunciar “atrasos ambientais” na reciclagem em Portugal

A associação Electrão lançou uma nova campanha de sensibilização que recorre ao humor e a um “desconforto saudável” para expor os “atrasos ambientais” de Portugal no cumprimento das metas europeias de reciclagem de embalagens, alertando que o país arrisca falhar, já este ano, o objetivo comunitário de 65%. Em comunicado, o sistema integrado de gestão de resíduos de embalagens, equipamentos elétricos e pilhas avisa que, ao ritmo atual, a taxa nacional de reciclagem deverá ficar pelos 61%, cerca de 550 mil toneladas, comprometendo também o caminho até à meta mínima de 70% definida para 2030.

A campanha “Atrasados ambientais” centra-se em pequenos episódios do quotidiano em que cidadãos não separam corretamente as embalagens, usando spots de televisão, rádio e meios digitais para expor, com humor, a incoerência entre o discurso ambiental e as práticas efetivas. A associação sublinha que a expressão não pretende rotular pessoas ou grupos, mas sim comportamentos que “ficaram para trás” face às exigências europeias e à necessidade de reduzir o envio de resíduos recicláveis para aterro.

Com base em dados do Eurostat, o Electrão recorda que Portugal ocupa o 21.º lugar no “ranking” europeu da reciclagem de embalagens, abaixo da média da União Europeia, e que a taxa de reciclagem de resíduos urbanos permanece em torno dos 30%, muito aquém dos cerca de 50% registados no conjunto dos 27. A associação alerta, ainda, que a entrada crescente de embalagens no mercado, a pressão sobre a capacidade dos aterros e o “crescimento tímido” da reciclagem agravam o risco de incumprimento das metas.

Citado num comunicado, o diretor-geral do Electrão, Pedro Nazareth, fala num “cenário preocupante” e admite que, se não houver uma aceleração imediata, “não será apenas a meta de 2025 que fica em risco, todo o caminho até 2030 fica comprometido”. “Estamos atrasados em relação à Europa e em relação às obrigações que assumimos”, refere o responsável, insistindo na necessidade de reforçar a separação na origem, a recolha seletiva e o investimento em infraestruturas de triagem e reciclagem.

A associação apela, por isso, a um esforço conjunto de cidadãos, empresas e poderes públicos para inverter o atraso, lembrando que cada embalagem mal encaminhada representa um recurso perdido e um contributo adicional para as emissões associadas ao depósito em aterro. A mensagem central da campanha é que Portugal “já não se pode dar ao luxo de continuar a falhar metas europeias” e de desperdiçar materiais que podem ser reintroduzidos na economia através da reciclagem.

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