Arrancou na quarta-feira, dia 17, a nova concessão de transportes rodoviários “LINHAS” no território do Douro, Tâmega e Sousa. Esta operação reúne cerca de 250 autocarros e pretende reforçar a oferta, modernizar a frota e aproximar o serviço dos padrões da Área Metropolitana do Porto.
O primeiro dia de operação foi assinalado em Penafiel, com uma apresentação aos jornalistas seguida de uma breve viagem a bordo de um dos novos autocarros pela malha urbana da cidade, simbolizando o arranque do novo serviço intermunicipal.

A concessão resulta de um concurso público internacional lançado há vários anos pela CIM do Tâmega e Sousa com o objetivo “de dotar este território de uma resposta integrada em matéria de tarifário, bilhética e articulação com a Área Metropolitana do Porto”, explicou aos jornalistas Telmo Pinto, secretário-geral da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.
O dirigente sublinhou que o novo sistema valoriza quem utiliza o transporte público de forma regular, mantendo em 2026 os preços dos passes praticados em 2019: “30 euros para o passe municipal, 40 euros para o intermunicipal e 50 euros para o inter-regional, que permite ligação ao Andante e a todos os operadores da Área Metropolitana do Porto”, salientou.
A integração da bilhética e a utilização de leitores compatíveis com as novas tecnologias são apontadas como elementos centrais para facilitar as deslocações diárias entre o Tâmega e Sousa e o Porto.
Com o início desta concessão, a CIM passa a dispor de novos serviços urbanos em Penafiel, Paços de Ferreira e Felgueiras – reforçando acessos locais em Felgueiras –, que se juntam ao serviço já existente no Marco de Canaveses, melhorando a cobertura em zonas mais densamente povoadas.
“Paralelamente, mantém-se e alarga-se a aposta no transporte flexível a pedido em territórios de baixa densidade, já em funcionamento em Cinfães, Resende, Baião e Celorico de Basto, que deverá chegar em breve a concelhos como Castelo de Paiva e Lousada”, disse ainda Telmo Pinto.

A operação assenta numa frota de cerca de 250 veículos, com exigência de idade média controlada, o que impede a circulação de autocarros que não cumpram os requisitos mínimos de qualidade e conforto. “Quer dizer que os veículos que não reúnam as condições já não podem circular”, sublinhou Telmo Pinto, acrescentando que “muitos deles são mais eficientes, alguns, ou muitos deles, elétricos”.
O responsável frisou ainda que o grande objetivo é “fazer com que se valorize mais o transporte público em desfavor do transporte individual”, apostando em “carros mais eficientes, mais cómodos, mais qualidade e mais celeridade” para garantir viagens mais rápidas e confortáveis aos habitantes do Douro, Tâmega e Sousa.




