O escultor Carlos Costa, residente na Lixa, foi selecionado pelo júri do Prémio de Artes Plásticas “Henrique Silva” 2025, com a escultura “Horizonte de Eventos”, em madeira, granito e ferro atualmente patente na Casa da Cultura de Paredes. A exposição, inaugurada a 13 de dezembro, reúne 30 obras escolhidas entre 55 candidaturas e pode ser visitada até 17 de janeiro.
Na memória descritiva, o autor descreve o diálogo entre “a Terra e o Cosmos” através dos materiais, explicando que a base em granito “sustenta uma forma que evoca o espaço-tempo, distorcido pela gravidade, energia e vibração das cordas”.

Inspirado em teorias de Newton, Hawking, Greene e Tyson, interpreta o buraco negro como metáfora de passagem e transformação, propondo a obra como um “instante congelado do universo, onde a matéria curva a luz, o tempo abranda e a arte ousa tocar o invisível”, acrescenta.
O Prémio de Artes Plásticas “Henrique Silva” distinguiu este ano a pintora Isabel Ribas com o galardão principal, mantendo em exposição, até janeiro, as restantes obras selecionadas, entre as quais a escultura de Carlos Costa.




