Artigo de opinião publicado na edição 1485 de 21 de novembro de 2025
Tendo nascido no dia 24 de Novembro de 1945, na Rua d’Alegria, na outrora Vila de Felgueiras, Luís Bastos, está prestes de completar 80 anos de vida.
Fez a instrução primária nas escolas de Margaride e, seguidamente, estudou no Externato Infante D. Henrique, onde completou o quinto ano – hoje equivalente ao nono de escolaridade.
Ingressou e completou a vida militar na Base Aérea nº.2, em Alenquer, onde ganhou e de onde saiu passados três anos com a patente de Furriel.
Constituindo-se desde 1969 num distinto e prestimoso colaborador da Banda de Música de Felgueiras, Luís Bastos é um reluzente espelho do que significa a palavra “carolice” já que, desde há cinquenta e cinco anos a esta parte é o maior e o melhor Sargento-ajudante da mesma.

Olhando para trás, já o vemos ao lado da banda, no ano de 1971, aquando do segundo grande concurso das Bandas Filarmónicas realizado em Lisboa, onde a “nossa“, pela sua fama e pela sua notável prestação, acabou por conquistar o segundo lugar na terceira categoria.
Luís Bastos, que começou a vida profissional como funcionário público na Câmara Municipal, foi também funcionário administrativo e empresário, primeiro numa outrora mui conceituada empresa do sector do calçado, que já desapareceu, e depois numa empresa do mesmo sector criada por si e por outro sócio, que também já não existe.
Durante seis anos – 1996/2001 -,sob a presidência do saudoso Sr. Agostinho Ferreira, fez parte de duas direções dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, onde no quadro do mesmo perfil da banda tão bem se certificou como um verdadeiro Bombeiro Sem Farda!
Também, durante dois anos – 1979/1980 -, foi dirigente do Futebol Clube de Felgueiras, onde sob a presidência do Sr. Valentim Alves ocupou o cargo de Secretário, tendo, com o míster da altura, o africano Sr. Joaquim Jorge, ficado sem algum dinheiro, devido às dificuldades financeiras vivenciadas à época, o primeiro por ter como costume ir pagando do seu bolso alguma despesas mais pontuais e o segundo por ter prescindido de inúmeras retribuições que lhe eram devidas.
Gostando apenas que o Porto ganhe todas as disputas em que se envolve, o seu clube de futebol de preferência, sempre foi e é o “Felgueiras“!.
Sabendo que a Banda de Música, dadas as dificuldades de sempre, não vive por si só, Luís Bastos respira sempre muito melhor quando se encontra envolvido na sua missão, resolvendo ou ajudando a resolver assuntos quotidianos da Banda.
Sendo que aos oitenta anos se celebram as “Bodas de Nogueira ou Carvalho” – de nascimento ou de casamento falando -, é absolutamente claro, que esta personalidade, pelo seu perfil e pelo seu modus vivendi, pela sua resistência e pela sua notável longevidade pessoal e social, representa sem qualquer sombra de dúvida a melhor semente e fruto de ambas as espécies, tendo-se tornado e agigantado como uma personalidade rara no reino da solidariedade.
Por tudo o que atrás ficou dito e por tudo o que dele conhecemos, é, desde há mais de cinco décadas, o mais vistoso Porta-Estandarte da Banda, e de resto, um verdadeiro Sargento-ajudante da mesma, com um vasto, espantoso e admirável currículo de serviço social.
Daí, a homenagem que a Junta da União das Freguesias de Margaride, Várzea, Lagares, Varziela e Moure lhe vai proporcionar no dia 30 de Novembro, onde com os corpos sociais e os músicos da Banda, se irão celebrar ambos os Aniversários, os 80 do ilustre felgueirense Sr. Luís Bastos e os 175 da Banda de Música de Felgueiras.
Vamos a isso! Parabéns.
José Quintela




