O Parlamento aprovou recentemente, por iniciativa do PCP, uma norma que determina que durante o ano de 2026 o Governo deve “adotar as diligências necessárias” para a conclusão das residências públicas previstas pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) no distrito do Porto.
Entre as residências identificadas está a da ESTG – Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Felgueiras, respondendo à necessidade de ampliar a rede pública de alojamento universitário, face ao crescimento do número de estudantes deslocados e à insuficiência de camas disponíveis na região.
O projeto da residência estudantil da ESTG Felgueiras encontra-se financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), integrado na política PNAES, visando disponibilizar vagas a preço regulado até 2026 e melhorar as condições materiais do acesso ao ensino superior público.
O investimento estimado para a construção supera os dois milhões de euros, prevendo-se um impacto direto na capacidade de acolhimento estudantil no município de Felgueiras e concretizando uma reivindicação antiga das instituições e dos estudantes locais.
O PCP aponta que “acelerar a construção” destas residências é “fundamental para combater os preços elevados” do arrendamento privado e apoiar a democratização do acesso ao ensino superior, garantindo respostas sociais para estudantes de menores recursos.

Esta semana, o SF Jornal contactou a presidência da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) de Felgueiras para obter uma reação à proposta aprovada no Parlamento.
Na sua resposta, o presidente Luís Lima começou por sublinhar que os projetos de construção das instalações, onde se inclui a residência de estudantes, são da exclusiva competência da Presidência do Instituto Politécnico do Porto (P.PORTO), que “tem dedicado toda a atenção necessária ao desenvolvimento das instalações definitivas da Escola”.
Luís Lima esclarece que o projeto da nova residência de estudantes, já anunciado publicamente, terá 40 camas, conta com financiamento atribuído através do PRR e prevê uma construção de tipologia modular, estimando-se a sua conclusão num prazo de cerca de 10 meses.
O responsável destaca que, tratando-se de uma comunidade estudantil proveniente de todo o país e com um número crescente de estudantes estrangeiros, a futura residência terá “um impacto positivo na captação de novos estudantes”.
Recorda ainda que, mesmo sem residência estudantil, a ESTG conseguiu, nos últimos quatro anos, preencher todas as vagas logo na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso às licenciaturas (três anos com 100% de ocupação e 94,6% no último ano).
Apesar da competência patrimonial ser exclusiva da presidência do P.PORTO, Luís Lima assinala que a presidência da ESTG tem desenvolvido diversas diligências junto das entidades locais, nomeadamente da Câmara de Felgueiras, na procura de soluções de alojamento para os estudantes deslocados.




