O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou esta semana o início da distribuição de cerca de 110 mil árvores e arbustos autóctones, no âmbito da 15.ª edição do Projeto Floresta Comum.
A campanha, que decorre entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, destina-se a autarquias, escolas, gestoras de baldios e outras entidades públicas, visando reforçar a biodiversidade e a resiliência das florestas portuguesas.
Entre as espécies disponibilizadas estão sobreiros, azinheiras, carvalhos, freixos, pinheiros-bravos e mansos, azevinhos e rosmaninho, totalizando mais de 30 variedades autóctones.
As plantas são produzidas nos quatro viveiros florestais do ICNF — Amarante, Malcata, Valverde e Monte Gordo — e serão entregues diretamente às entidades beneficiárias, que já apresentaram projetos de arborização e rearborização validados ao abrigo do regime jurídico aplicável.
O projeto, desenvolvido em parceria com a Quercus, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, já permitiu a plantação de mais de 1,5 milhões de árvores e arbustos desde 2012.
A iniciativa visa promover a recuperação da biodiversidade, a conservação da natureza e a criação de parques florestais urbanos, contribuindo para a adaptação das florestas às alterações climáticas e para a redução do risco de incêndios rurais.
Além da cedência de plantas, o projeto oferece apoio técnico, ferramentas e coordenação de ações de rearborização, reforçando a capacidade das entidades locais para implementar intervenções sustentáveis nas florestas portuguesas.




