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Poupar em 2026 pode ser mais fácil do que imagina – basta adotar pequenos hábitos e tirar partido das ferramentas certas. Desde a criação de um orçamento mensal até à utilização de um cartão de crédito com cashback, há várias formas de transformar as suas compras diárias em oportunidades de poupança real e construir uma base financeira mais sólida ao longo do ano.
Apesar de os baixos salários e do aumento do custo de vida não serem amigos da poupança, existem algumas ações que, quando sistematizadas e aprimoradas todos os meses, poderão ajudá-lo a garantir uns euros extra na sua carteira.
Uma dessas estratégias passa por tirar partido de ferramentas financeiras que utiliza normalmente no seu dia a dia, como um cartão de crédito.
A verdade é que, ao optar especificamente por um cartão de crédito com cashback, pode recuperar uma percentagem do valor gasto em compras e, dessa forma, transformar despesas habituais em pequenas oportunidades de poupança.
Mais à frente, teremos tempo de analisar em detalhe esta ferramenta. Para já, convidamo-lo a descobrir que outros hábitos poderá adotar, começando por algo tão simples como a orçamentação.
7 hábitos de poupança a adotar no novo ano
1. Estabelecer um orçamento mensal realista
Em sua casa, a orçamentação de rendimentos e despesas pode ajudá-lo a não só estruturar o que gasta e onde gasta, mas também a dar-lhe uma visão de 360° sobre as suas finanças familiares.
Assim, recomendamos que crie um orçamento mensal realista em que, para além de uma rubrica dedicada aos rendimentos regulares e extraordinários, se encontrem discriminadas por categorias as suas despesas (p. ex., energia, alimentação, rendas, combustíveis, etc.).
Da análise destes valores, poderá identificar gastos excessivos e definir um plano de ação para aumentar a sua taxa de poupança, como trocar o carro por transportes públicos ou criar um fundo de emergência/maneio.
2. Automatizar a poupança para evitar esquecimentos
Ainda que tenha um plano de poupança estruturado, nem sempre é fácil manter a disciplina no corte de despesas supérfluas. Para ajudá-lo nesta tarefa, procure estabelecer um valor fixo que retira ao seu salário todos os meses com vista ao aforro.
Por exemplo, no dia em que recebe o seu salário, retire desde logo 50 euros para uma conta-poupança ou para um mealheiro e não considere esse montante nas contas do mês, de forma a automatizar a poupança.
3. Reduzir gastos supérfluos no dia a dia
Uma das maiores fontes de desperdício orçamental está nos gastos supérfluos que efetua.
Dos chocolates que compra no supermercado para “matar” um desejo às dezenas de peças de roupa e até calçado comprados “porque sim” ou a raspadinhas e jogos online, tudo isto consiste em despesas supérfluas/desnecessárias que acabam por reduzir o dinheiro de que dispõe para viver.
É importante que tenha consciência das suas verdadeiras necessidades para que consiga aumentar a sua taxa de poupança.
4. Usar a tecnologia para controlar despesas
Se sente dificuldade em controlar os seus gastos através de formas mais tradicionais, então está na altura de procurar a solução na tecnologia.
Atualmente, é bastante fácil encontrar aplicações móveis gratuitas que pode descarregar para o seu telemóvel e que o avisam se ultrapassou o plafond do cartão de crédito ou se está a gastar mais do que no mês anterior.
É o caso das apps Spending Tracker e Mint, ambas gratuitas.
Enquanto a primeira permite-lhe gerir as suas receitas e despesas através da respetiva subdivisão por categorias e ter acesso a relatórios pormenorizados sobre a sua vida financeira, a segunda permite-lhe acompanhar o seu saldo bancário, definir limites de despesa e ainda agregar faturas associadas ao seu cartão de crédito, a créditos pessoais e até a contas-poupança.
5. Criar um fundo de emergência sólido
Nunca se sabe quando poderá deparar-se com uma fatura de eletricidade ou água demasiado elevada na caixa do correio ou se um imprevisto irá obrigá-lo a desembolsar.
Nesses momentos, é importante que tenha à mão o dinheiro necessário para resolver o problema sem que tal tenha impacto no seu orçamento mensal.
É neste momento que deve entrar em cena um fundo de emergência ou de maneio, uma solução de poupança que, apesar de poder variar em função dos seus rendimentos e das suas obrigações financeiras, deverá conter o equivalente a seis ordenados mínimos ou a seis meses de despesas.
Por exemplo, caso tenha despesas mensais no valor de 700 euros, o seu fundo deverá incluir, no mínimo, 4200 euros.
6. Definir objetivos financeiros de curto e longo prazo
Tal como sublinhámos anteriormente, da criação de um orçamento mensal realista devem sair estratégias que lhe permitam atingir objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.
Entre estas estratégias devem estar, a título de exemplo, a criação de um fundo de poupança, o investimento em soluções de aforro (como um PPR ou uma conta a prazo), a renegociação de contratos de telecomunicações ou a mudança de fornecedor de energia.
7. Reforçar a literacia financeira para tomar melhores decisões
Não raras vezes, a ausência de hábitos de poupança deve-se a uma falta de literacia financeira que lhe permita tomar melhores decisões de consumo.
Por exemplo, se costuma utilizar um cartão de crédito, é essencial saber que, caso ultrapasse o respetivo plafond, poderá estar sujeito ao pagamento de juros de mora ou outras penalizações.
Contudo, existem formas inteligentes de utilizar o crédito a seu favor. Um cartão de crédito com cashback permite-lhe recuperar uma percentagem do valor gasto em determinadas compras, seja em supermercados, combustíveis, viagens ou lojas online.
Significa isto que, por cada transação elegível, uma parte do montante é devolvida ao seu saldo ou transformada em pontos e vantagens, um pequeno incentivo que, acumulado ao longo do tempo, poderá representar uma poupança anual significativa.
Imagine que, ao final do ano, gastou 5.000 € em compras com um cartão que oferece 2% de cashback. Com 100 € de retorno, poderá reinvestir esse valor na sua poupança, usá-lo para pagar despesas fixas ou amortizar dívidas.
Claro que o uso deste tipo de cartão deve ser feito com responsabilidade, respeitando os limites definidos e, idealmente, liquidando o valor total em dívida todos os meses para evitar encargos adicionais.
Ainda assim, trata-se de uma solução vantajosa para quem pretende maximizar o valor das suas compras regulares e adotar uma abordagem mais consciente de um ponto de vista financeiro.
Sugestões adicionais para terminar
Para além de tudo isto, é importante saber que, se cumprir os critérios, poderá beneficiar da Tarifa Social de Energia nas faturas de eletricidade e gás (o que significa que ficará a pagar um valor residual por mês).
Existem também produtos financeiros com retorno garantido que lhe permitem aumentar a sua poupança, como é o caso dos Certificados de Aforro e dos Certificados do Tesouro.
Adotar hábitos de poupança mais consistentes é, acima de tudo, uma decisão estratégica que pode ter impacto direto na sua tranquilidade financeira ao longo de 2026.
Se precisar de apoio, ferramentas ou soluções para começar a sua jornada de poupança, existem opções no mercado que podem ajudá-lo a fazê-lo de forma inteligente e eficaz.
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