O ex-deputado felgueirense Pedro Melo Lopes rejeitou este domingo ter qualquer papel de liderança ou representação do movimento dos médicos tarefeiros, contrariando o noticiado pelo jornal Expresso, que esta semana o indicou como futuro presidente ou vice-presidente do recém-criado grupo de médicos prestadores de serviço no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Pedro Melo Lopes esclareceu que “não tem, nem nunca teve, qualquer mandato para representar associações, movimentos ou grupos de médicos prestadores de serviço em negociações com a ministra da Saúde”. O ex-assessor da ministra Ana Paula Martins considera “imprescindível esclarecer, com total transparência e rigor”, a sua posição, sublinhando que qualquer associação do seu nome a responsabilidades negociais “é, portanto, infundada”.
O texto acrescenta que “a leitura integral da peça jornalística confirma de forma clara que essa interpretação não corresponde aos factos”, reafirmando confiança de que o Governo conduzirá o tema com “sentido de Estado, equilíbrio e responsabilidade”, protegendo o SNS e os profissionais que o sustentam.
A notícia publicada pelo Expresso citava uma indicação de Pedro Melo Lopes para a liderança do movimento dos médicos tarefeiros, grupo que tem manifestado oposição às recentes alterações legislativas no regime de contratação e remuneração destes profissionais. Referia ainda que o objetivo do movimento seria organizar os prestadores de serviço e negociar com o Ministério da Saúde condições que garantam estabilidade e segurança para os médicos que compõem o grupo, responsável por cerca de metade do efetivo médico nas urgências em várias unidades hospitalares.
Pedro Melo Lopes esclareceu que o seu único objetivo é “repor a verdade e preservar a integridade do debate público”, evitando “leituras imprecisas que em nada contribuem para a estabilidade do setor”.




