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Porque o reconhecimento nunca morre

Editorial publicado na edição 1479 do SF de 14 de agosto de 2025

Já não escrevo há meses, por falta de tempo disponível. Mas o tema
há muito paira no meu pensamento: RECONHECIMENTO.

Talvez seja uma palavra antiga, incompreendida por muitos jovens, mas também por pessoas menos jovens com responsabilidades nas mais diversas instituições do concelho e do país.

Talvez seja das palavras que mais sentido faz na vida de alguém, o reconhecimento da ação das pessoas em instituições, na vida coletiva e pública.
Mas porquê, perguntam os jovens?

Porque só quando atingimos uma certa maturidade e vivemos o suficiente é que conseguimos perceber seu significado.

Saber reconhecer o trabalho dos que que nos antecederam, daqueles que lutaram e dedicaram, muitas vezes as suas vidas em prol dos outros, seja na vida pública, política e ou nas mais diversas instituições e reconhecer a história, é dignificar a ação de tantos que não se resignaram e à sua maneira fizeram acontecer e marcaram vidas.

Tenho nos últimos tempos assistido nas mais diversas organizações a atropelos às pessoas que “escreveram” e marcaram épocas. Que dedicaram o seu tempo a fazer o bem para o bem comum.

Aqueles que mesmo sem vaidade (ou até com), mas com convicção foram responsáveis por mudanças, defenderam ideais e pessoas e nunca desistiram de lutar pelo bem, pela justiça, pelo mérito e reforço da democracia.

Ainda há pouco tempo assisti a uma cerimónia, supostamente pomposa de reconhecimento àqueles que no passado fizeram história e marcaram gerações… mas a cerimónia foi vazia, oca de conteúdo e mensagem. Cumpriu um calendário político que nada dignificou a instituição escolar e muitos daqueles que lá estudaram e passaram e que hoje, no mundo dão provas.

Apenas a questão política teve foco, numa cerimónia que deu ênfase a pessoas que durante décadas revelaram poucos princípios, que nunca foram exemplo para ninguém pelas condutas erráticas, quer pessoais, quer profissionais, mas que por circunstâncias “estranhas” chegaram ao poder.

É verdade! Acontece! Em Felgueiras, de forma repetida…
É com grande descontentamento que vou assistindo a este tipo de ações e cerimónias, as quais condeno e qualifico de encenações fracas e vazias do Reconhecimento de que falo.
Urge dignificar as pessoas que escrevem o percurso, que tem uma ação contínua na vida que muda a vida de tantas outras.

Sejamos capazes de o fazer, e de o ensinar aos mais jovens.
Porque serão os valores que conseguirmos partilhar a mudar ou definir o rumo da nossa história.

Como diretora deste jornal, que com orgulho, digo, único no concelho, não desisto desta luta pela dignidade, pela justiça, pelo reconhecimento, mesmo que seja contra todo o sistema instituído, mesmo que signifique menos benefícios, não cedo a ameaças e mais importante não vendo os meus princípios.

Aprendi desde muito cedo a reconhecer o valor a quem tem e não a quem aparentemente tem poder, porque o poder não é eterno, mas o Reconhecimento, esse, nunca morre!

Aproveito para desejar boas férias a todos os leitores do Semanário de Felgueiras.
Regressamos em setembro para cobrir a campanha e as eleições autárquicas de outubro de 2025, que já iniciamos nestas últimas edições do nosso jornal. Continuaremos a ouvir os candidatos e a dar a conhecer as suas propostas.

Boas férias!


Susana Faria

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