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Autárquicas: António Peixoto (CDU) quer uma gestão municipal “centrada nas pessoas” (C/VÍDEO)

António Peixoto, candidato da CDU à Câmara de Felgueiras nas próximas eleições autárquicas, destacou em entrevista ao SF Jornal a urgência de uma gestão municipal que coloque as pessoas no centro das decisões. Com foco na habitação social, mobilidade e serviços essenciais, o candidato comunista defendeu uma política municipal que vá além das obras “vistosas” e que responda verdadeiramente aos desafios diários da população, valorizando a dignidade e o bem-estar dos felgueirenses.


Marceneiro de profissão e figura conhecida na política local, Peixoto concorre pela terceira vez a um lugar na Câmara de Felgueiras, trazendo uma visão crítica sobre os mandatos recentes e propostas para enfrentar os principais desafios do concelho.
“Temos feito críticas à atuação da Câmara em alguns aspetos. Tem feito algumas obras, não vou dizer que sejam as obras necessárias, mas as que eles entendem que devem fazer” começa por explicar, referindo-se aos últimos dois mandatos da atual gestão liderada por Nuno Fonseca (Sim Acredita).
Com um olhar atento às dificuldades dos felgueirenses, exemplifica com um caso ocorrido no Bairro João Paulo II das reais necessidades da população: “Um morador esteve um ano sem água em casa. Depois de múltiplos pedidos sem resposta, só foi resolvido após intervenção do nosso deputado [na Assembleia da República]”. Sobre os problemas deste bairro, Peixoto adiantou que a CDU está também “preocupada” com o “perigo iminente” das obras de requalificação pararem, por falta de pagamento às empresas que ali estão a realizar os trabalhos.
O candidato reforçou no tema da habitação, apontando para uma crise nas rendas a preços acessíveis, que afeta diretamente a “dignidade e o ânimo” dos trabalhadores locais. “Felgueiras está inserido numa região onde os salários são dos mais baixos do país, mas as rendas mantêm-se elevadas. Muitas famílias destinam quase todo o rendimento à renda da casa, e isso desmotiva qualquer pessoa a ir trabalhar”.
Outro foco das críticas da CDU recai sobre a ausência de políticas eficazes de mobilidade no concelho. “Não existe um sistema de transportes públicos que ligue as freguesias, nem que coordene com os comboios de Caíde ou Vizela. Por isso, muitos trabalhadores dependem de soluções precárias, como as camionetas organizadas pelas próprias empresas.” Para ele, este isolacionismo compromete o acesso a serviços essenciais e ao emprego.
Por outro lado, o candidato não se poupou nas críticas ao que apelida de má gestão dos recursos e falta de planeamento municipais: “As obras acontecem todas ao mesmo tempo no último ano do mandato, o que dificulta a circulação e encarece os custos. Podíamos ter uma programação feita atempadamente, com melhor qualidade e menor preço.”
Sobre a política local, Peixoto evidencia uma espécie de “colusão” entre os principais partidos PS e PSD, afirmando que “em campanha criticam-se, mas na prática alinham nas mesmas propostas e votações. A eleição de um representante CDU significaria “mais transparência, a possibilidade de apresentar propostas concretas e de informar as populações sobre o que se decide na Câmara e na Assembleia”, acrescentou.
Questionado sobre os principais temas do seu programa eleitoral, refere que as propostas da CDU para Felgueiras focam-se num plano de “gestão centrada no mundo do trabalho e nas necessidades sociais”. Além da habitação social e da mobilidade, inclui a criação e reforço de creches, jardins infantis e lares para idosos, áreas que reconhece como deficitárias: “Há pessoas que ficam em casa sem vagas em lares. Sabemos de um caso dramático recente, de um senhor que, por falta de apoio, acabou por se suicidar.”
Peixoto aponta também para o papel das autarquias no contexto nacional, salientando que muitas decisões são nacionais, “mas os municípios podem fazer pressão e iniciativas concretas”.
Recordou que, no momento em que o distrito do Porto ficou praticamente excluído das isenções de portagens nas autoestradas, “Felgueiras não foi incluída, como se tivesse feito mal a alguém. Estas portagens penalizam trabalhadores e pequenas empresas locais.”
Conclui, salientando que é essa ligação à classe trabalhadora que define a campanha da CDU: “Somos quem defende o pequeno e médio industrial e comerciante. Os grandes partidos estão virados para o grande capital; quem paga é sempre quem trabalha e produz.” E acrescenta:
“A CDU quer devolver dignidade e ânimo ao povo de Felgueiras, com uma gestão que olhe para as necessidades reais, priorize o que realmente importa e combata a frustração atual.”

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