O Governo português decidiu prolongar a declaração de situação de alerta em todo o território continental até às 23h59 do dia 13 de agosto. Esta decisão foi anunciada hoje, após a reunião do Conselho de Ministros, com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, a esclarecer que a prorrogação se deve ao contributo da situação de alerta para a redução do número de ignições e à previsão de agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias.
A situação de alerta foi inicialmente declarada a vigorar entre 3 e 7 de agosto, face ao risco muito elevado de incêndios rurais devido a temperaturas muito altas e baixos níveis de humidade, mas o Governo optou por prolongar este estado para manter medidas preventivas e de resposta operacional reforçadas.
Esta situação implica um conjunto de medidas excecionais como proibição de acesso e circulação em espaços florestais, suspensão de queimadas e autorizações de queimas, mobilização permanente de equipes de emergência e sapadores florestais, reforço da vigilância e patrulhamento por forças de segurança, e mobilização dos meios aéreos das Forças Armadas para apoio ao combate aos incêndios.
O Governo apela ao cumprimento rigoroso das normas e à consciência coletiva para prevenir ignições e proteger o território.
Em discurso ao país, a ministra destacou a gravidade do momento e a prontidão das forças de proteção civil e combate a incêndios, sublinhando que a ação consciente de todos é indispensável para o sucesso nesta fase crítica. A informação é confirmada por fontes oficiais do Governo e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Esta prorrogação mantém o país em alerta face a um episódio prolongado de tempo quente severo que aumenta significativamente o risco de incêndios florestais, exigindo uma coordenação e vigilância reforçadas para garantir a segurança da população e do património natural.




