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Os 7 pecados capitais do “Sim Acredita”

Oito anos cumpridos da gestão do Sim Acredita, que chegou ao poder no final de 2017 prometendo tudo e a todos, o que se observa é uma dívida a galope descontrolado, com mais de 18 milhões de euros em empréstimos contraídos por esta gestão, mergulhando a câmara numa situação financeira preocupante, sem que seja visível o retorno, desta torrente de dinheiros nos cofres da autarquia.

Estes oito anos foram sinónimo de um aumento injustificado do número de funcionários municipais, de uma carga fiscal que é a maior da região e um estado deplorável da rede de estradas e outros equipamentos!

Mas, o maior fiasco é mesmo a câmara ter deixado passar os apoios disponibilizados pelo Governo, no âmbito do PRR; para a construção e reabilitação de casas, não construindo uma única habitação, em contraste com os avanços nos concelhos vizinhos”

Aqui ficam, então, de forma resumida, os pecados desta gestão “Sim Acredita”:

1.º – Subida estrondosa das Despesas Correntes, com descontrole financeiro, nomeadamente com:

a) aumento assustador do número de funcionários municipais, sem critério. Em 2018, eram cerca de 650. Em 2025, são cerca de 900, representando um encargo salarial brutal para a autarquia.

b) O “Sim Acredita” empregou cerca de 40 por cento dos atuais presidentes de junta de freguesia no universo da Câmara!

c) Festas e festinhas, palcos, tendas gigantes, aparelhagens sonoras, fogos de artifício, artistas populares, tudo a preços exorbitantes!

2.º – Excesso de empréstimos, com aumento da dívida aos bancos.

Cerca de 25 empréstimos contraídos pela autarquia e 18 milhões em dívida direta.

Com os juros, os encargos do município estarão próximos dos 23 milhões, em apenas seis anos de executivos do “Sim Acredita”.

3.º – Executivo despesista, caracterizado pelo princípio “Pataca ganha … pataca gasta”, com decisões políticas que comprometem a médio e longo prazo a saúde das contas municipais, como:

a) Gasto de toda a receita corrente.

b) Venda de património sem fundamento técnico e político sólido.

c) Recurso a empréstimos, em catadupa, hipotecando as futuras gerações, com encargos de milhões de euros.

d) Acúmulo de dívidas a fornecedores, com aumento do prazo de pagamento desde 2018.

e) Ajustes diretos de muitos milhões de euros a entidades próximas do “Sim Acredita”.

4.º – Impostos municipais mais altos da Região do Tâmega e Sousa.

No conjunto da Derrama, do IMI e do IRS, é o executivo de Felgueiras que aplica a carga fiscal mais elevada, entre todos os concelhos, penalizando as famílias e as empresas!

5.º – Rede viária caótica, apesar de ter cobrado cerca de 11 milhões de euros só em IUC – Selo do Carro.

As estradas municipais estão num estado miserável – são as piores da região -, após oito anos sem investimento, algo que nem as obras adjudicadas à pressa pela câmara, a poucos meses das eleições autárquicas, consegue disfarçar.

6.º – HABITAÇÃO – Para jovens, classe média e social.

Apesar dos incentivos do PRR que permitiram aos concelhos vizinhos investir milhões em habitação e disponibilizar centenas de casas, a Câmara de Felgueiras tem Zero de casas em construção ou em reabilitação. Este é um dos maiores fiascos do executivo “Sim Acredita”, significando que a câmara, por manifesta incompetência técnica e política, deixou passar uma oportunidade única de ajudar centenas de famílias.

7.º – O Executivo “Sim Acredita” tem sido o que mais cultiva o clientelismo e o amiguismo, em 50 anos de poder autárquico democrático.

Resumindo, têm sido oito anos em que o concelho, apesar de sucessivos e pomposos orçamentos municipais, de milhões de euros, alavancados sobretudo por contração de dívida à banca, foi evidenciando falta de ambição e visão estratégica, com decisões e/ou inações que deixarão uma marca negativa para o futuro.

Não foram aproveitadas as melhores oportunidades de uma conjuntura económica e política favorável e, pelo contrário, foram assumindo compromissos financeiros que hipotecam o futuro de gerações de felgueirenses

Eduardo Teixeira


Artigo de opinião publicado na edição 1476 do SF

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