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Todos temos presente, ou deveríamos ter, o célebre caso do “saco azul” de Fátima Felgueiras, em que nada foi provado ou tudo foi absolvido.

Entristece-me enquanto felgueirense, saber que o nosso município ainda é conhecido além fronteiras pela Fátima Felgueiras e pelo “saco azul”. É uma prova de falhanço da política local e em especial do Partido Socialista de Felgueiras, que se serviram do povo e das instituições para carimbar o grande atraso que o concelho ainda demonstra face às terras vizinhas.

Em uma notícia do Jornal de Notícias, lê-se o seguinte: “De acordo com direito penal português, constitui crime de prevaricação a situação em que um titular de cargo político, contra o direito, conduzir ou decidir um processo em que intervém, no âmbito das suas funções, com o objetivo de, por essa forma, prejudicar ou beneficiar alguém.”

É este o crime que o presidente da câmara, Nuno Fonseca, um vice-presidente, um vereador, e ainda um ex-chefe de gabinete são atualmente acusados pelo Ministério Público. Não obstante, em fevereiro deste ano, em uma sessão plenária da Assembleia Municipal, o presidente Nuno Fonseca tenha defendido a sua honra, é como este referiu, mais uma machadada na imagem do nosso concelho.

É de lamentar que o próprio tenha desvalorizado os montantes envolvidos, cerca de 3 mil euros, um estado de espírito que não serve o sua vitimização, como já nos habituou sempre que se encontra perante um cenário incómodo.

O superior interesse municipal é servir os felgueirenses de forma transparente e desinteressada.

Independentemente do resultado da acusação, existem várias reflexões que o atual executivo pode fazer.

Uma delas é tornar transparente o processo de adjudicação através de contratos públicos com entidades terceiras, sejam eles ajustes diretos ou não.

Montantes, contrapartes envolvidas, finalidades, detalhes importantes, e tudo o que seja relevante. Se nada tememos, e à justiça o que é da justiça, na minha opinião seria a melhor resposta possível às acusações que agora se consumam.

Sejamos justos, mas não sejamos cegos, porque onde há fumo poderá haver fogo.

Existem consequências políticas que devem ser retiradas deste caso, e se o objetivo passar por “fintar” essas consequências políticas como já é apanágio dos socialistas, então que seja criado um portal da transparência, do qual seja possível o julgamento e a apreciação da atividade do município por parte da Assembleia Municipal e dos felgueirenses.

Caso contrário, será mais do mesmo, sempre com um denominador comum, o Partido Socialista de Felgueiras, os principais responsáveis pelo atraso do nosso concelho.

Flávio Ventura

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