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Países vizinhos apoiam Afeganistão a criar um futuro melhor

O Presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem à terceira conferência de Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países vizinhos do Afeganistão, realizada no passado dia 31 de Março em Tunxi, na China, na qual defendia que os países vizinhos do Afeganistão devem apoiar o povo afegão a criar um futuro melhor.

Após a conferência, foram divulgadas uma declaração conjunta e a Iniciativa Tunxi para apoiar a reconstrução económica e a cooperação pragmática do Afeganistão. Estes resultados da conferência constituem uma “abordagem dos países vizinhos” para estabilizar a situação no Afeganistão, fornecendo uma direção para melhorar as condições de vida e garantir os direitos humanos no país asiático. Com forte orientação e viabilidade, a “abordagem dos países vizinhos” é uma diretriz importante para resolver a questão do Afeganistão, visando a melhoria da subsistência das pessoas e a protecção dos direitos humanos.

Para além dos princípio, são referidas iniciativas concretas e abordadas necessidades imediatas da reconstrução económica do Afeganistão e da luta contra o terrorismo. Também é defendida a criação de mecanismos para o desenvolvimento a longo prazo do Afeganistão, tais como “reuniões regulares de representantes especiais dos vizinhos do Afeganistão, e a criação de três grupos de trabalho, sobre diplomacia política, humanitarismo económico e segurança e estabilidade”. A China considera que este “programa de vizinhança” é altamente relevante e operacional, e é um guia importante para a resolução do problema afegão.

Actualmente, a situação no Afeganistão encontra-se numa fase crítica de transição do caos para a governação. O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, salientou, após a sua recente visita ao Afeganistão, que a comunidade internacional está “justamente preocupada com a guerra na Ucrânia”, mas deve também prestar atenção ao Afeganistão. No entanto, alguns países ocidentais estão empenhados num “duplo padrão de refugiados”. Mostram grande simpatia para com os refugiados ucranianos, mas ignoram o povo afegão que enfrenta uma crise existencial. Segundo o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, 22,8 milhões de afegãos enfrentam actualmente graves problemas de segurança alimentar e 3,2 milhões de crianças afegãs com menos de cinco anos sofrem de grave desnutrição. Esta reunião de ministros dos negócios estrangeiros dos países vizinhos do Afeganistão apelou a uma “assistência humanitária contínua ao povo afegão”, que é necessária e urgente.

Segundo dirigentes chineses, os Estados Unidos, para além de terem a maior responsabilidade pelo caos no Afeganistão, desviaram 7 mil milhões de dólares do Banco Central daquele país que deveriam ter servido para salvar vidas do povo afegão, o que mais contribuiu para a catástrofe humanitária naquele país.

A reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros exortou os EUA e o Ocidente a cumprirem a sua responsabilidade principal na reconstrução e desenvolvimento do Afeganistão, o que constitui uma referência directa à raiz do problema. Os EUA devem devolver os bens afegãos o mais rapidamente possível, levantar as sanções injustificadas contra o Afeganistão, apoiar a reconstrução económica do Afeganistão e tomar medidas práticas para compensar os danos causados ao povo afegão e responder às preocupações da comunidade internacional.

Os participantes na conferência também instaram o Afeganistão a traçar uma linha clara entre si e várias organizações terroristas. Esta é uma preocupação legítima dos vizinhos do Afeganistão e a base para a paz e segurança a longo prazo no Afeganistão. O lado afegão deve tomar medidas práticas para obter mais reconhecimento internacional.

Nesta Conferência, a China também apresentou três propostas para apoiar o Afeganistão a desenvolver um caminho de auto-confiança e auto-aperfeiçoamento, um caminho de prosperidade e progresso, e um caminho de desenvolvimento pacífico. Estas três propostas foram incluídas no documento final da Conferência e são os últimos esforços da China para a reconstrução pacífica do Afeganistão.

Para ajudar o Afeganistão, a China não só tem ideias, mas também acções práticas. Até agora, a China forneceu ao Afeganistão o equivalente a cerca de 43 milhões de euros de ajuda humanitária, para além de ter importado mais de 1.400 toneladas de pinhões afegãos.

Um Afeganistão pacífico, estável, em desenvolvimento e próspero é a expectativa de todo o povo afegão, mas isso corresponde também aos interesses comuns dos países daquela zona do globo e da comunidade internacional.

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