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O que pensam os felgueirenses sobre a resposta das unidades de saúde?

Um ano e meio após o início da pandemia, que motivou o adiamento de milhares de consultas e atos médicos, a saúde em Felgueiras continua a motivar queixas dos utentes, especialmente no que concerne ao atendimento. Se nos Centros de Saúde, a situação é preocupante pela falta de médicos e profissionalismo no atendimento, no Hospital Agostinho Ribeiro, os utentes queixam-se da falta de soluções e de um atendimento deficitário.

O que pensam os felgueirenses sobre a resposta das unidades de saúde no concelho?

Elisabete Marinho, tem 38 anos e descreve um cenário muito negativo. “O funcionamento dos serviços de saúde em Felgueiras no geral é muito mau”, confidencia.

Já Rolando Cunha, de 64 anos, descreve um cenário mais positivo. “Já fui atendido diversas vezes no Centro de Saúde e no Hospital Agostinho Ribeiro e não tenho nada a apontar”.

O que gera tantas críticas que levou o nosso jornal a ouvir alguns populares na rua?

“O atendimento em ambos os serviços de saúde é demorado. No Centro de Saúde já me senti desconfortável na receção. Deviam ser mais simpáticos, porque nos sentimentos melhor quando somos bem atendidos”, revela Hugo Alves, de 23 anos.

A maioria das queixas dos populares, a que o SF tem tido acesso, incidem sobre o atendimento na receção dos serviços de saúde. Sobre esta questão, Elisabete Marinho, vai mais longe: “As pessoas ligam para agendar consultas e ninguém atende. Quando se dirigem lá, as rececionistas são arrogantes e alegam que não têm vagas”.

José Faria, tem 67 anos e já passou por uma situação idêntica na receção, mas diz compreender que nem sempre seja fácil lidar com “falsos casos”. “Estou em Portugal há pouco tempo. Recentemente tive um problema de saúde e tudo indicava ser um AVC. Dirigi-me ao Centro de Saúde e pedi a assistência de um médico, mas senti várias reservas da rececionista. Talvez duvidasse da minha palavra por lidar com falsos casos, mas era mesmo um AVC”, comenta.

Elisabete Marinho esclareceu que tem uma filha com quatro anos e não esconde a dificuldade em conseguir exames gerais. “Sangra frequentemente pelo nariz e quando ligo para pedir apoio ninguém atende”, lamenta.

“No Hospital Agostinho Ribeiro, quando tenho algum problema, já sei que vou ser encaminhado para outro Hospital. Os serviços não são muito bons”, comenta Hugo.

A assistência é alvo de críticas. “Algo não está a correr bem, isso é certo”, termina Elisabete Marinho.

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